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Xiaomi 12 chega ao Brasil por R$ 9,5 mil com tecnologia que ‘esconde’ app de bancos contra roubo – InfoMoney

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Aparelho também conta com carregador na caixa e bateria de 4.500 mAh; compare funcionalidades com iPhone 13 e Galaxy 22
A Xiaomi anunciou, nesta terça-feira (10), a chegada do Xiaomi 12, seu smartphone top de linha, ao Brasil — o lançamento global ocorreu há um mês. O novo aparelho tem uma única versão de 256GB e 8GB de RAM e custa R$ 9.499,99.
A empresa busca se posicionar no segmento premium de smartphones, deixando no paralelo a posição de companhia que oferece um ótimo custo-benefício na linha intermediária — como ficou conhecida.
“Nossa maior linha de consumo no Brasil é a de smartphones intermediários premium. É nosso carro-chefe e sempre vai estar no nosso radar, não podemos deixar de lado esse segmento — liderado pela linha Redmi Note. Mas, com espaço que ganhamos nesse segmento, a percepção que foi ficando era a de que tínhamos aparelhos baratos. E não queríamos isso”, explica Thiago Araripe, gerente de marketing da Xiaomi no Brasil.
A empresa começou a investir mais no marketing de seu flagship, ou seja, aparelho top de linha. “Estamos trabalhando para mostrar ao público que também temos aparelhos premium competitivos. Acreditamos que essa é nossa avenida de crescimento daqui para frente”, completa o executivo.
A “briga” do Xiaomi 12 é contra os modelos mais avançados de Apple e Samsung — as principais concorrentes.
O aparelho chega em uma única versão e conta com o processador Snapdragon 8 Gen 1, com 5G, tela Amoled de 6,28 polegadas e com uma tecnologia mais colorida, possibilitando a inserção de 68 bilhões de cores na tela, segundo a empresa.
A taxa de atualização de tela é de 120 Hertz (Hz). “Implementamos um recurso que faz com que o smartphone monitore as situações em que a atualização de tela é mais requerida.
Por exemplo: enquanto o usuário estiver nas redes sociais, a atualização será de 120 Hz, mas, se ele estiver fazendo outra ação que exija menos do recurso — como jogar um jogo online — automaticamente essa atualização cai para 60Hz. Isso faz com que menos bateria seja consumida e melhora a performance do aparelho”, conta Araripe.
O Xiaomi 12 vem com carregador de 67 watts (W) na caixa e 4.500 miliamperes (mAh) de bateria — para ter uma base de comparação, o Mi 11 (antecessor do lançamento) tinha 55W de carregador.
“Cada vez mais estamos focando em soluções de carregamento. Este aparelho tem bateria para durar 24 horas com tranquilidade e, em 15 minutos, carrega 50% da bateria”, diz Araripe.
A empresa investiu em uma tecnologia de arrefecimento do aparelho: são três camadas de proteção no celular criadas para dissipar o calor e manter o smartphone em temperatura normal, sem prejudicar a vida útil da bateria.
O aparelho conta com três câmeras traseiras, sendo uma tradicional de 50MP, uma com lente telemacro (para zoom) de 5MP e uma ultragrande (para captação macro) de 13MP; a câmera frontal tem 32 MP.
O celular filma em até 8K e vem com o novo sistema chamado ProFocus, que sempre identifica os principais objetos da foto ou vídeo e focaliza neles automaticamente, sem precisar clicar em nenhum botão.
Luciano Barbosa, head do projeto da Xiaomi no Brasil, acrescenta que a empresa tem se esforçando para melhorar seu sistema operacional, MIUI, trazendo cada vez mais soluções e recursos próprios.
Entre eles, o executivo destaca a possibilidade de criar uma espécie de pasta, que fica oculta do menu principal, protegida com senha para adicionar apps de bancos, por exemplo.
“O movimento de pinça com os dedos abre esse ambiente separado que só funciona com senha — diferente da usada para desbloqueio do celular — ou biometria. E o usuário pode optar por ativar. Vimos a necessidade do recurso depois de muitos clientes buscarem um segundo aparelho diante do aumento de furtos. Assim, mesmo se o criminoso pegar o celular desbloqueado, lida com mais uma barreira de acesso”, explicou Barbosa.
Veja as principais informações sobre os aparelhos top de linha das três marcas. Confira:
A crise de semicondutores afetou praticamente todos os setores que precisam de chips, e materiais tecnológicos na composição de seus produtos — incluindo carros e smartphones.
“A falta de peças afetou o planejamento, o road map da companhia, e tivemos que mudar de direção durante o desenvolvimento de alguns produtos lançados no último ano”, diz Araripe.
“No caso do Xiaomi 12 tudo já está normalizado. Os aparelhos estão distribuídos, e a matéria-prima pronta para a produção de mais unidades”, acrescenta.
O executivo de marketing destaca que, embora a empresa já tenha trazido mais de 600 produtos da marca ao Brasil, sempre há uma avaliação sobre o que compensa. “Olhamos de perto o que vale trazer porque há muitos casos em que o custo é mais alto”, diz.
A empresa opera há três anos no Brasil e conta com sete lojas físicas no país. De lá para cá, lançou mais de 40 smartphones.
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