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Volatilidade no ar: alta de juros impacta ações de empresas de tecnologia – vale a pena investir n … – 6 Minutos

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Ações de empresas de tecnologia vivem dias de verdadeira montanha-russa. Um dia aparecem entre as maiores altas do Ibovespa, enquanto em outros estão entre as mais desvalorizadas. Muito dessa  volatilidade pode ser explicada pelo cenário de alta dos juros.
“Os fluxos de caixa são considerados no longo prazo. Quanto maior o longo prazo, maior o desconto do valuation. Uma alta de juros impacta todas as empresas, mas as de tecnologia são mais prejudicadas pelos juros mais altos tanto nos Estados Unidos como no Brasil”, afirma Cristiane Fensterseifer, analista da Empiricus..
Algumas companhias que exemplificam esse cenário são Méliuz, Locaweb e Cielo. “Em geral, as empresas de tecnologia sofreram com a alta da Selic e com a expectativa de alta dos treasuries, que são títulos públicos dos Estados Unidos”, afirma Cristiane.
O Banco Central acaba de elevar a Selic para 9,25% ao ano e sinalizou um novo aumento de 1,5 ponto na próxima reunião de fevereiro. Esse ciclo de alta pode trazer novas quedas aos papéis de tecnologia.
“O cenário macroeconômico tem sido bastante prejudicial para essas empresas. A queda foi muito alta, porque estávamos com juros muito baixos e as empresas tiveram bons resultados no ano passado. Como tivemos uma reversão brusca do cenário, fomos afetados de forma bastante violenta”, afirma Rodrigo Crespi, analista da Guide Investimentos.
Para Cristiane, o momento é de cautela para quem pensa em comprar ações de empresas de tecnologia. No ano passado, com a pandemia e o avanço da digitalização, quem já estava no setor de tecnologia viu uma disparada nas ações. Houve um boom de IPOs na bolsa brasileira e estas ações foram as estrelas nas bolsas norte-americanas. Mas como a base de comparação é muito alta, tanto no mercado acionário como nos resultados dos balanços, fica difícil para as empresas repetirem (ou até melhorarem) os números.
“Os resultados estavam muito altos por causa da pandemia, principalmente para empresas de venda online, de streaming, redes sociais. Fica complicado repetir o fenômeno de aumento de receita e de valor das ações nessa conjuntura”, afirma Cristiane.
Hoje, as empresas de tecnologia têm múltiplos muito altos, muitas vezes sem dar lucro, mas o mercado paga caro baseado na expectativa de que são companhias com crescimento acelerado.
Algumas empresas de tecnologia brasileiras estão listando suas ações em bolsas nos Estados Unidos. É o caso do Mercado Livre, da Pagseguro, XP e Nubank.
Para Fensterseifer, a migração está relacionada ao tamanho do mercado norte-americano. “Lá fora, o mercado de ações é muito maior do que o nosso. As empresas conseguem acesso maior a investidores, entram em uma grande vitrine mundial, maior do que a B3, têm mais acesso a capital e visibilidade”, afirma.
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Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, que gosta de boas histórias e de coberturas da área econômica.
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