Tecnologia

Tecnologia é fundamental para eficiência da gestão em saúde, dizem especialistas – JOTA

wp header logo 381 Albânia 10

Home » Casa JOTA » Tecnologia é fundamental para eficiência da…
telecomunicações
O 5G e o desafio do licenciamento da infraestrutura de antenas nos municípios
Tributário
Transação tributária e a transparência nos casos de controvérsia jurídica
Regulação
4ª Turma do STJ deixa de aplicar norma regulatória da Anatel
Sem precedentes
As duas respostas diferentes do STF: acordos prevalecem sobre leis trabalhistas?
Saúde
Evento na Casa JOTA com Microsoft ouviu representantes de pré-candidatos e parlamentares sobre desafios e propostas na área da saúde
A telemedicina é um recurso sem volta, que pode melhorar os gargalos do atendimento na saúde no Brasil, e a tecnologia é uma aliada para o setor e para o desenvolvimento econômico do país. Esses dois temas dominaram a discussão durante o evento “Transformação digital na saúde: desafios do Estado”, patrocinado pela Microsoft, realizado nesta terça-feira (24/5), na Casa JOTA.
Em ano de eleições, representantes de pré-candidatos à Presidência da República e parlamentares ligados à saúde foram convidados a discutir projetos, oportunidades e soluções para o país. Apenas a equipe do presidente Jair Bolsonaro (PL), pré-candidato à reeleição, não aceitou o convite.
Pesquisa feita pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), divulgada em abril, aponta que quatro entre 10 (43%) brasileiros reprovam a saúde no país e que metade da população quer que o próximo governo priorize os “investimentos em tecnologia e inovação”.
“Esse evento é uma oportunidade para discutirmos projetos, oportunidades e soluções para o país. A tecnologia é fundamental para transformar a vida das pessoas e para a retomada econômica, como a pandemia deixou claro”, afirmou o diretor de assuntos corporativos da Microsoft, Márcio Gonçalves.
O médico, ex-ministro da Saúde e deputado federal Alexandre Padilha (PT), representante do pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), iniciou o debate afirmando que a regulamentação da telemedicina tem que dialogar com o Sistema Único de Saúde (SUS).
A Câmara dos Deputados aprovou em abril o PL 1998/2020, que regulamenta e define a prática da telemedicina, ou telessaúde, com relatoria do deputado Pedro Vilela (PSDB-AL), que também participou do evento. O texto abrange todas as profissões da área da saúde regulamentadas e aguarda votação no Senado.
“A tecnologia veio para ficar, as resistências foram vencidas e não podemos nos intimidar. Mas temos que discutir questões éticas, a LGPD, discutir a proteção do nosso sistema oficial, não podemos ter o apagão de dados que temos hoje. Saúde para nós não é gasto, é investimento. Saúde digital é campo fundamental”, afirmou Padilha.
Vilela afirmou que o texto do PL sobre a telemedicina tem apoio das entidades médicas, do Ministério da Saúde e dos parlamentares.
“O meu texto aprovado faz essa integração com o SUS, que Padilha comentou. Um dos principais pontos do PL é ampliar o acesso à saúde, outro ponto é garantir a autonomia dos profissionais de saúde”, disse o deputado, que também é advogado.
Ele também ressaltou que investir em tecnologia é fundamental para, também, aumentar a eficiência da gestão em saúde.
“Se você conversar com qualquer gestor de saúde, e eu conversei muito com prefeitos e governadores, todos relataram o quanto se ganha em eficiência e com redução de custos, quando você aumenta o alcance dos serviços de saúde, quando se tem diagnóstico com rapidez”, complementou Vilela.
Roberto Claudio (PDT), médico, ex-prefeito de Fortaleza e representante do pré-candidato Ciro Gomes (PDT), destacou que o uso da inteligência artificial já é realidade, mas é preciso pensar nas regiões mais remotas do país que não possuem estrutura tecnológica.
“Temos hoje muitas unidades de saúde sem nenhum acesso a internet. Precisamos transformar a saúde em uma política de reversão de desigualdades, e não aprofundá-las. Precisamos de infraestrutura. Por mais que a tecnologia seja eficiente, ela não vai corrigir problemas estruturais e o mais grave é não ter financiamento. Precisamos reverter esse absurdo do teto dos gastos públicos, em especial para investimento da saúde pública”, afirmou Claudio.
O médico João Gabbardo, coordenador do Comitê Científico do Combate ao Coronavírus do governo de São Paulo e representante do PSDB, afirmou que a pandemia mostrou que a telemedicina foi fundamental para atravessar a crise.
“Pudemos comprovar, também, que a telemedicina pode ser mais uma oportunidade para os médicos. Com a teleconsulta na pandemia, os pacientes receberam atestado, receituário, e os mais graves eram encaminhados para outro tipo de atendimento. Isso ajudou a preservar os trabalhadores da saúde”.
Para Gabbardo, a demanda por atendimentos já era reprimida antes da pandemia e piorou depois. “Temos filas gigantescas para atendimento oftalmológico, por exemplo, talvez especialidade com maior demanda reprimida. E alguns desses pacientes tem problemas simples. Não vamos conseguir resolver sem a ajuda da tecnologia, da inteligência artificial”.
Para tornar realidade o amplo acesso da tecnologia na saúde será preciso vencer desafios. “O SUS vai ter que ter uma postura, por parte do novo governo federal, de cooperação com estados e municípios, e não de enfrentamento como agora. Temos quatro desafios: superar pandemia, acolher os problemas represados por ela, fortalecer a capacidade nacional de desenvolvimento tecnológico e fortalecer o SUS. Em todos eles, a inovação tecnológica tem um papel enorme”, disse Padilha.
O petista também destacou que políticas públicas do SUS são grandes incentivadores da economia e do desenvolvimento tecnológico do país.
“Quando o SUS toma determinada decisão, é um grande mercado, também mobiliza capacidade de investimento, mobiliza universidades públicas, gera novos emprego, ajuda a desenvolver o pais”, disse.
Carmen Zanotto (Cidadania), enfermeira e deputada federal, ressaltou que a telemedicina não substitui o atendimento presencial.
“Jamais substituirá o contato e as relações humanas, que na saúde são fundamentais. Mas precisamos fortalecer as teleconsultas, garantir que as ferramentas tenham qualidade. É o grande desafio. Temos muitos municípios que não têm especialistas, como cardiologistas”, disse a deputada.
Ela também lembrou outro grande desafio que a tecnologia pode ajudar a resolver: a necessidade de um prontuário único. “A legislação brasileira já prevê a proteção de dados. Na nossa ética profissional, não se compartilha prontuário por Whatsapp. Aqueles que compartilharam precisam ser punidos, o que não podemos é não dar acesso aos prontuários e ficar gastando recursos. Paciente continua fazendo três exames de sangue, passando em dois médicos, gastando o dobro, o triplo. O uso de tecnologia vai melhorar isso”.
Julianna Granjeia – Repórter freelancer
Compartilhe
Tags JOTA PRO Saude jotaflash Microsoft Saúde telemedicina
Tributário
Incluir nessa modalidade da transação casos não pacificados no Judiciário pode confundir contribuintes
Reginaldo Angelo dos Santos | Artigos
telecomunicações
Embora o STF já tenha enfrentado a matéria, ainda há uma zona cinzenta
Carina de Castro Quirino, Felipe Pereira dos Santos, Paulina Boéchat, Thiago Ramos Dias | Artigos
justiça climática
Como estabelecer uma equação entre transição energética, justiça e inclusão?
Diego Pereira | Artigos
infraestrutura
Apenas para inglês ver?
Mariana Lindenberg, Jéssica Acocella | Artigos
Jazz
Ways of Disappearing é o primeiro CD solo do emergente pianista
Luiz Orlando Carneiro | Jazz
Regulação
Em julgamento de Recurso Especial, Corte ignora regulamento consumerista da agência e aplica o Código Civil
Carlos Almeida José | Artigos
WikiJOTA
Pedro Augusto A. A. Asseis
WikiJOTA
Eduardo Grin
Vaga
Redação JOTA
Novidades
Redação JOTA
Eleições
Jéssica Viana
Perfil
Redação JOTA
Educação
Jéssica Viana
Judicialização
Jéssica Viana
Protesto em 2020
Erick Gimenes
Redes Sociais
Arthur Guimarães
Rastreamento do dinheiro
Luiz Orlando Carneiro
Direito Eleitoral
Redação JOTA
2 de junho
Rodrigo Spada
Entrevista
Arthur Guimarães
Regulação
Ursula Ribeiro de Almeida
Artigo
Eric Hadmann Jasper, Matheus Carvalho

source

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.