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‘Nosso vetor de crescimento é a energia eólica’, avalia diretor-presidente da Engie Brasil – ND Mais

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O diretor-presidente da Engie Brasil, Eduardo Antonio Gore Sattamini, visitou, nesta sexta-feira (13), o Grupo ND, em Florianópolis. O representante da maior geradora de energia do Brasil comentou sobre os investimentos para o futuro e sobre a transição energética do país. Confira:
O diretor-presidente Eduardo Sattamini acredita que o Brasil já está vivendo um período de transição energética por conta da porcentagem de energia renovável em sua matriz elétrica.
“Nós temos uma base de eletricidade muito grande. Isso é herança de anos de trabalho e estamos crescendo muito na questão renovável e não convencionais, que hoje já são convencionais como, por exemplo, eólicas, solar e biomassa. Nós temos 80% da matriz com energia renovável. Estamos bem adiantados e encaminhados para seguir mais renovável”, complementa o diretor-presidente.
Eduardo Sattamini também ocupa o cargo de diretor de relações com investidores da Engie Brasil Energia. Ele aponta que o principal crescimento do Brasil é nas novas tecnologias.
“Nosso crescimento é de uma forma que tenhamos um portfólio equilibrado de geração de energia. Nosso vetor de crescimento, no momento, é a energia eólica que é a mais competitiva no mercado”, complementa.
Ele destaca ainda que o perfil do consumidor mudou e que está mais preocupado com a mudança climática e com uma matriz energética limpa. “Ele se preocupa com o futuro da sua família, do seu filho e acho que ter consciência é importante porque precisamos ter um planeta melhor para a frente”.
O Brasil sofreu com a crise hídrica e aumento nas contas elétricas resultando até na criação da bandeira tarifária vermelha patamar dois com aumento de 52% no custo adicional. Eduardo Sattamini aponta que a diversificação no potencial de geração pode é uma saída para episódios semelhantes.
“O país tem partido para a diversificação que será benéfico para o crescimento de outras fontes que não são hidroelétricas. É natural que você tenha um país que depende de muitos recursos naturais e dessa volatilidade. Tivemos uma recuperação bem satisfatória e esperamos também a recuperação hidrológica, mas é conviver com isso e planejar para prever esse tipo de situação e gerar soluções”, aponta.
Ainda de acordo com o diretor-presidente, a Engie Brasil vive em um grande crescimento na área de energia eólica com geração de 1,3 GW (gigawatt) e com potencial para maior crescimento.
“Estamos construindo um parque no Rio Grande do Norte com capacidade 430 MW (megawatt) de trabalho, que representa um percentual razoável do nosso projeto”, destaca.
Já em relação solar distribuída, ou seja, energia elétrica gerada no local de consumo ou próximo, o Eduardo Sattamini alerta que é necessário um estudo financeiro.
“Ela tem seu lugar na matriz energética e crescerá. O que precisamos é ter cuidado porque a performance do equipamento precisa ser conhecida, não podemos ter desinformação. Por isso eu falo que as pessoas precisam ter cuidado e saber qual será o resultado do investimento”, complementa.
Um projeto de lei, que aguarda análise da comissão da Câmara dos Deputados , pretende mudar as regras de funcionamento do setor elétrico e amplia o cesso ao mercado livre de energia elétrica para os consumidores, inclusive residenciais.
De acordo com a Câmara, com a medida, os consumidores atendidos pelas distribuidoras poderão contratar energia de outros fornecedores, através de contratos bilaterais.
Hoje o mercado livre é restrito aos grandes consumidores de energia elétrica, como as indústrias. Os demais compõem o chamado mercado cativo. O diretor-presidente da Engie Brasil avalia a ideia como positiva.
“Acho que a medida que os mercadores evoluem precisam ser liberadores. O consumidor tem que ter a decisão de qual será o seu fornecedor. Somos entusiastas dessa mudança regulatória e estamos trabalhando juntos com o governo para fazer da maneira mais suave e com o menor impacto”, avalia.
Eduardo Sattamini confirmou que a produção de energia por hidrogênio está na pauta da Engie Brasil e também como uma maneira de crescer no país até o momento de poder de exportação. Além disso, destacou o papel de Santa Catarina para a empresa.
“Santa Catarina está no nosso coração porque estamos instalados aqui (…) Nossa sede está no estado, assim como recursos dos investimentos que vêm para Santa Catarina e reflete no pagamento de impostos e geração de empregos locais”, destaca o diretor-presidente.
No entanto, Eduardo Sattamini destacou a importância do Brasil como um todo para o desenvolvimento da matriz energética no país.
“As novas tecnologias dependem de recursos naturais como, por exemplo, sol e vento. O potencial hidroelétrico de Santa Catarina já foi muito explorado e essa nova fronteira tecnológica beneficia o Nordeste que tem um regime de vento e insolação muito satisfatório”, finaliza.
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