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Formação de desenvolvedores e profissionais de tecnologia, a nova aposta do Primo Rico – Globo.com

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Mariana Barbosa
No GLOBO desde 2020, foi repórter no Brazil Journal, Folha, Estadão e Isto é Dinheiro e correspondente em Londres. É formada em jornalismo pela PUC-SP, com Diploma em World Politics pela London School of Economics
Rennan Setti
No GLOBO desde 2009, foi repórter de tecnologia e atua desde 2014 na cobertura de mercado de capitais. É formado em jornalismo pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
Por Mariana Barbosa

Thiago Nigro, CEO do grupo Primo, e Mario Tretim, que vai comandar a Staart

Um dos maiores influenciadores do mundo dos investimentos no país, Thiago Nigro, o Primo Rico, quer aproveitar a sua base de mais de 20 milhões de seguidores para entrar em um novo negócio: de formação profissional para a área de tecnologia.
O Grupo Primo está lançando uma plataforma digital de formação para desenvolvedores em diversas linguagens de programação, mirando o grande déficit desse tipo de profissional no país.
Só no ano passado, 420 mil vagas deixaram de ser preenchidas por falta de profissionais qualificados — e a previsão da Basscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais) é de que o apagão de talentos alcance 9 milhões de vagas até 2025.
Enquanto a formação acadêmica formal em áreas como ciência da computação, engenharia de software ou analista de sistemas segue um ritmo lento de abertura de novas vagas — além de oferecerem uma formação muitas vezes desconectada das necessidades do mercado de trabalho — uma série de iniciativas foram lançadas para atacar esse déficit de vagas.
Entre elas, o Inteli, o Instituto de Tecnologia e Liderança lançado pelo BTG Pactual, que tem foco em graduação, ou plataformas de cursos livres como Let’s Code, Digital House ou Resilia. 
A Staart está nesse segundo time, de cursos livres — e chega oferecendo uma das mensalidades mais acessíveis do mercado: R$ 59,90, com uma promoção de lançamento com desconto de 20 reais. A empresa também está lançando uma solução para empresas oferecerem os cursos como benefício aos funcionários. Uma das primeiras parcerias já foi firmada, com a Logitech.
O Grupo Primo está investindo R$ 10 milhões na nova plataforma, que será liderada por Mario Tretim. Para Thiago, a Staart tem potencial para se tornar um dos maiores negócios do grupo, cujo faturamento no ano passado foi de R$ 130 milhões.
— A gente entende que assim como fizemos com as finanças, com empreendedorismo e marketing, a gente vai fazer com tecnologia. A dor nessa área é ainda mais clara diante do apagão de mão de obra — diz Thiago, que vê sinergias tanto com os negócios do grupo — como toda estrutura de marketing digital e os estúdios de produção audiovisual do canal Primo Rico — quanto com a própria audiência. 
— Maior parte das pessoas que vai se formar (em tecnologia) nos próximos anos tem algum tipo de relação com a audiência que já nos acompanha: é gente que quer seguir carreira em tecnologia, que quer crescer, que é inteligente e é nativo digital. Tem muita similaridade com a nossa base — completa.
A Staart vai oferecer cursos nas linguagens de programação (hard code) mais demandadas pelo mercado de trabalho e também de formação em tecnologia (soft code) para profissionais de RH, finanças e marketing das empresas. As aulas são assíncronas, para o aluno fazer no próprio ritmo, com lives para tirar dúvidas e apresentação e discussão de projetos. Cada trilha de formação envolve de 12 a 15 cursos de 2 horas de duração em média, mas para cada hora de aula o aluno terá de dedicar outras 4 a 5 horas fazendo exercícios ou trabalhos.


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