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Brechó de luxo NOBZ quer triplicar faturamento com novas tecnologias – Forbes Brasil

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Bolsas são itens mais cobiçados no mercado de luxo de segunda mão. Nas fotos, as modelos Pâmela Jesus e Letícia Vigna
Quando se fala em grifes de luxo, produtos de marcas como Chanel e Hermès são mais que acessórios. Eles são investimentos. É o que diz a CEO da Nobz, plataforma de compra e venda de produtos de luxo second hand, Bruna Soares. “As bolsas são os itens mais procurados, seguidas por sapatos, óculos e roupas. As melhores escolhas e os melhores investimentos estarão sempre relacionados a peças clássicas que são produzidas de forma contínua pela marca”, explica a executiva do brechó de luxo.
Os itens clássicos, aqueles que nunca saem de cena, costumam valorizar com o tempo, tornando-se ótimos investimentos. Exemplos disso são a bolsa Chanel 2.55, a mais desejada pela maioria das mulheres e que tem o valor reajustado anualmente pela marca, a Neverfull da Louis Vuitton, bolsa mais procurada e vendida na maioria dos brechós, e a Birkin da Hermès, icônica e mais cara das bolsas de luxo.
“Nosso propósito é dar acessibilidade ao produto de luxo. Conectamos pessoas que querem vender com aquelas que querem comprar, a partir de uma plataforma de fácil acesso e com mais de 5.000 produtos disponíveis”,
Bruna Soares, CEO da Nobz
O potencial de revenda de um produto em brechós de luxo é um dos principais pontos levados em consideração por jovens que consomem esses itens habitualmente. De acordo com a pesquisa de 2019 True-Luxury Global Consumer Insight do BCG-Altagamma, que ouviu mais de 12 mil pessoas em 10 países, 57% dos consumidores da geração Z levam isso em conta, enquanto apenas 22% da geração boomer pensa dessa forma. A pesquisa mostra ainda que o mercado de luxo de segunda mão tem crescimento estimado de 12% ao ano.
A Nobz, brechó de luxo que está no mercado há dez anos, trabalha com marcas internacionais como Chanel, Louis Vuitton, Gucci, Fendi e algumas seletas nacionais, como Cris Barros e Paula Raia. “Atualmente, trabalhamos com quase 100 marcas de luxo e recebemos produtos diariamente de mais de 1.000 fornecedores de todo o país. Qualquer um pode ser nosso fornecedor, mas a peça passa por um processo criterioso de curadoria que avalia, principalmente, o estado de conservação do produto e sua autenticidade”, diz a executiva.
A garantia de estar comprando um produto autêntico é um dos principais pontos quando se fala em second hand de luxo. Para isso, a Nobz conta com duas empresas norte-americanas certificadoras de produtos de luxo: a Real Authentication e a Entrupy. “Poucas empresas no Brasil contam com a tecnologia Entrupy, e fomos pioneiras na contratação desse serviço”, explica Soares, ao contar que 100% dos produtos vendidos são auditados e têm garantia de originalidade. “É essa seriedade que dá credibilidade e fideliza nossos clientes e fornecedores de mercadorias”.
Outro diferencial da Nobz é o serviço exclusivo de personal stylist de desapego. Funciona assim: um representante do brechó de luxo vai até a casa do fornecedor e o ajuda a separar aquelas peças que não estão mais em harmonia com o seu estilo de vida atual. Para os consumidores finais, também é oferecido um atendimento individualizado para entender o estilo e a necessidade de cada cliente.
Nascido em Belo Horizonte, o brechó de luxo Nobz expandiu sua operação em 2020 criando uma operação fixa em São Paulo, o que fez aumentar a captação de produtos em 40% naquele ano. “Atualmente temos o serviço de recolhimento das peças na casa dos clientes nessas duas capitais, mas também disponibilizamos a etiqueta de postagem para todas as cidades do Brasil”, explica a CEO.
“Vender uma peça parada no closet pode ser uma forma de recuperar parte do valor investido, e investir em uma nova peça que será mais útil no momento”, diz Soares ao destacar que o mindset do consumidor está mudando. “Nos últimos 6 meses os acessos aos sites de resale no Brasil aumentaram 30%, e, nos últimos 3 anos, o mercado de resale cresceu 21 vezes mais do que o mercado de produtos novos”, afirma Soares. Ela diz que consumir produtos de resale é uma tendência que foi acelerada pela pandemia e também pelas preferências da nova geração, atenta aos impactos sociais e ambientais do consumo.
De acordo com uma pesquisa da GlobalData, consultoria especializada em mercado de varejo, encomendada pela plataforma de resale thredUP, espera-se que o mercado de segunda mão dobre nos próximos cinco anos nos EUA, chegando a R$ 390 bilhões (US$ 77 bilhões).
O comércio de bens usados traz ainda vantagens ao meio ambiente ao pouparem emissão de carbono. O estudo chamado Second Hand Effect, encomendado pela OLX Brasil e que analisou os efeitos positivos do comércio de bens usados, revelou que as transações feitas em 2019, por meio da plataforma, pouparam a emissão de 6 milhões de toneladas de CO² na atmosfera. Esse volume representa o mesmo que parar completamente o tráfego de veículos na cidade do Rio de Janeiro por 14 meses ou interromper 5,4 milhões de voos de ida e volta entre a capital fluminense e Nova York.
As sócias, a partir da esquerda: Julia Salvador, Luiza Faria, Bruna Soares, Raquel Mattar e Nathalia Faria na pop up store da Nobz no BH Shopping
Pioneira em estratégias online e offline, a NOBZ destaca alguns marcos em sua trajetória. Em 2019, com a inauguração da plataforma online, a empresa ampliou em 50% as vendas online no mesmo ano. Em 2020, a empresa inaugurou a primeira filial, em São Paulo. Essa operação fez aumentar em 40% o número de peças arrecadadas no período. O terceiro destaque se dá com a estratégia de se ter Pop Up Stores. “Fomos pioneiros ao inaugurar nossa primeira pop up store, em 2019, no shopping Pátio Savassi, da rede Multiplan, em Belo Horizonte. A operação rendeu marketing orgânico de relevância e teve grande impacto no faturamento e visibilidade do negócio”, diz Soares.
Sempre inquieta, a NOBZ inaugurará, em breve, tecnologias que pretendem cobrir algumas lacunas do mercado. “Apesar de o mercado second hand estar hot no Brasil, ainda existem gaps importantes de serem preenchidos para melhorar a experiência do cliente. Isso se torna ainda mais evidente quando analisamos o mercado second hand de luxo, especificamente. Assuntos como pricing e autenticidade, por exemplo, carecem de soluções efetivas e a NOBZ está desenvolvendo-as.”
Rentável e lucrativa, desde sua inauguração a NOBZ vem dobrando faturamento e pretende triplicar em 2022 com as novidades que vêm por aí. Atualmente, recebe mais de 400 peças por mês de fornecedores de todo o país e vende mais de 60% do estoque em menos de 30 dias. “Este é um ano muito importante para a NOBZ e estamos muito animadas para lançar as novidades no mercado”, diz Soares.
O segredo do crescimento ininterrupto é a credibilidade que a empresa adquiriu ao longo do tempo. “A transparência com o cliente e a seriedade com que levamos todos os processos nos deram vantagens competitivas. O resultado é visto a partir de dados da recorrência, que bateu 30% nos últimos 6 meses, satisfação dos fornecedores, que bateu 98%, e do número de clientes que, no ano de 2021, bateu 96% em pesquisa de NPS.”
Soares cita que a estratégia de ter lojas físicas têm dado muito certo. “A estratégia do omminichanel, ou seja, o uso simultâneo do online e do offline, é uma tendência que tem elevado o patamar da experiência do cliente”. Na NOBZ, isso tem sido feito a partir de lojas temporárias em diferentes shoppings de grande peso do país. Em 2021, a NOBZ teve duas pop up store em dois shoppings da rede Multiplan, em Belo Horizonte. Já está prevista para este mês a nova pop up store da empresa, em Ribeirão Preto (SP). “Dados históricos da NOBZ apontaram a cidade como um grande potencial em vendas e novos desapegos. Temos um ótimo relacionamento na cidade e estamos com expectativas altas para a nova unidade”.
“Nosso plano de expansão para consolidar o mercado conta com o avanço geográfico e com o lançamento de novas tecnologias focadas nas dores dos clientes. Nossa primeira rodada de investimentos, que pretende potencializar os resultados dessas inovações, está prevista para ser aberta no segundo semestre deste ano”, diz Soares.
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