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BH ganha 1º hub de inovação e economia criativa do País – Diário do Comércio

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Belo Horizonte acaba de ganhar o primeiro hub de inovação e economia criativa do Brasil. Instalado na icônica Praça Sete, no hipercentro de Belo Horizonte, o P7 Criativo chega dotado de infraestrutura e ambiência para conferir à Capital o status de cidade inteligente e humana.
Sob investimentos de mais de R$ 75 milhões, os 25 andares de um emblemático edifício projetado por Oscar Niemeyer (antigo prédio do Bemge) contará com 412 estações de coworking, museu, biblioteca digital, laboratório de design, espaço de convivência, auditório e restaurante.
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Sob gestão da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) por 20 anos, o espaço poderá abrigar mais de 500 startups e a expectativa é de que receba mais de 3 mil pessoas por dia. Além disso, 10 dos andares serão exclusivos para empresas-âncoras que ficarão sediadas ou terão seus departamentos de inovação instalados no prédio.
Do total investido na revitalização do prédio, R$ 48 milhões vieram da Codemge, R$ 6 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 2,2 milhões do Banco Itaú. Além do investimento na infraestrutura, R$ 8,2 milhões foram aplicados no projeto, sendo mais da metade da Codemge. Além disso, estão previstos outros R$ 11 milhões do BNDES para compra de móveis e equipamentos para espaços como museu e biblioteca.
A primeira versão do projeto foi lançada em 2017, ainda na gestão do então governador Fernando Pimentel (PT). A iniciativa nasceu como fruto da parceria entre o Sistema Fiemg e o governo de Minas Gerais. 
O movimento foi relembrado pelo presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, que agradeceu ao governador Romeu Zema (Novo) por ter tirado o projeto do papel. Ele classificou o hub como a “casa do empreendedor mineiro” e disse que o espaço é um presente para Minas Gerais.
“Faltava na Capital um espaço onde as empresas pudessem se encontrar, ter toda infraestrutura necessária para desenvolver seus negócios e fazer interface com outros segmentos. O P7 é um local relevante e acolhedor, ideal para que empresas de alta tecnologia ou da economia criativa possam prosperar e desenvolver seus negócios iniciantes ou já maduros”, avaliou.
Embora não tenha revelado quais empresas se instalarão no prédio, Roscoe adiantou que há dezenas de contatos com empresas interessadas e que ainda no primeiro semestre os trabalhos deverão ser efetivamente iniciados no P7 Criativo. Ainda conforme ele, dentro de um ano o centro deve atingir sua capacidade instalada.
Nos ambientes de coworking há previsão de predominância de startups ou empresas em estágio inicial, enquanto nas demais áreas voltadas para locação, o foco deverá ser de empresas mais consolidadas.
“O prédio inteiro tem sala de reuniões e ambientes de convivência nas quais as empresas tendem a se movimentar em uma dinâmica de troca de experiências, negócios e informações. Um dos pontos mais interessantes da economia criativa é a interdependência e a capacidade de dialogar entre os vários segmentos. Isso traz riqueza aos processos. As organizações já nascem com conteúdos de outras empresas, que compartilham os espaços e todo o conhecimento passa a ser compartilhado. Existe uma troca grande que faz com que as empresas cheguem ao sucesso de forma rápida”, avaliou.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, disse que a intenção é que o hub funcione 24 horas por dia de forma, inclusive, a contribuir com a revitalização do hipercentro de Belo Horizonte. Inicialmente, o horário de trabalho será de 8h às 22h. Ele também falou sobre a importância do espaço para a diversificação econômica de Minas Gerais.
“Estamos diversificando nossa economia e esse equipamento é emblemático, pois vai significar muito para a tecnologia, ciência e inovação do Estado. Aqui, as empresas poderão fazer não apenas o coworking, mas também o networking. Essa sinergia é muito importante”, ressaltou.
Ainda conforme Passalio, as empresas que se interessarem em se instalar no centro de inovação devem entrar em contato com a coordenação do P7 Criativo.
Durante a solenidade de inauguração do hub de inovação, o governador Romeu Zema (Novo) falou sobre a melhoria do ambiente de negócios em Minas Gerais e enalteceu o setor produtivo como mola propulsora do progresso.
“O desenvolvimento depende de vários favores. E um ambiente de inovação e tecnologia, dotado de startups é fundamental para tornar a economia mais eficiente e mais produtiva”, frisou. O líder do Executivo também destacou que mais de R$ 200 bilhões em aportes privados foram atraídos em sua gestão e que o hub poderá atrair outros mais.
O projeto do P7 Criativo e Tecnológico tem como protagonista o ecossistema de empresas, empreendedores, startups, produtores audiovisuais e segmentos associados a essa indústria inovadora como: TI, moda e centros de P&D de grandes empresas. O espaço dispõe de infraestrutura de ponta em um ambiente colaborativo e inspirador, preparado para promover negócios que têm a criatividade e a inovação como peças-chave.
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Software e da Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Sindinfor), Fábio Veras, que atua em parceria no projeto desde a sua concepção original e na gestão, o local é inspirado em modelos de espaços de inovação de outros países como o Downtown Creative Business, o Cambridge Innovation Center, ambos localizados nos Estados Unidos e o Ruta N, Centro de Inovação de Medellín, na Colômbia.
“Além de ser uma necessidade, a presença dessa estrutura representa um grande passo dado no sentido de tornar Belo Horizonte um lugar mais atrativo para a inovação, incentivando startups, gerando empregos e impactando positivamente em nossa economia. Como representantes do setor de tecnologia e inovação, é indispensável que trabalhemos e incentivemos o desenvolvimento de iniciativas em prol do segmento”, explica.
Ainda segundo Veras, trata-se de uma infraestrutura adequada para proporcionar essas interações por meio de espaços estratégicos. “É um projeto desenvolvido com um plano estratégico de ocupação, infraestrutura de qualidade e tecnologia de ponta para os profissionais se conectarem e realizarem seus serviços, além de ser, claro, um polo de atração para visitas internacionais e eventos, que são fundamentais para gerar debates, reflexões e, consequentemente, incentivos à inovação”, aponta.
O projeto começou a ser desenvolvido em 2014, por Fábio Veras e Marcos Mandacaru, na época diretor de operações do Sebrae e executivo da agência de promoção de exportações, respectivamente. Os dois começaram a refletir a respeito da falta de um espaço em Belo Horizonte que concentrasse negócios inovadores digitais e criativos e que unisse o ecossistema na época.
Em 2016, quando Veras criou o Fiemg Lab, na época o maior projeto de open inovation do Brasil, para transformar a competitividade de Minas Gerais por meio da interação da indústria com startups, já tinha como objetivo referenciar Minas como o grande estado inovador do Brasil. Ele teve a oportunidade de realizar algumas missões fora do Brasil e a partir daí, surgiu a vontade de fazer em Minas Gerais um espaço que pudesse congregar empreendedores de tecnologia e de negócios criativos. Se uniu a algumas outras pessoas e entidades que tinham o mesmo objetivo como a Apex Brasil, a Fiemg, a Codemig e o governo do Estado e começaram a viabilizar recursos para a concretização do projeto.
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