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Arte e tecnologia formando uma boa dupla: como é a primeira exposição de NFTs no Rio – Época NEGÓCIOS

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Em uma das salas imersivas propostas pela exposição, os NFTs são expostos combinados a uma curadoria musical e QR Codes que direcionam para a compra das coleções (Foto: Louise Bragado/Época NEGÓCIOS)
O NFT.Rio, evento dedicado aos NFTs que começou nesta quinta-feira (30/6) no Rio de Janeiro, mostra como pode funcionar bem a interação entre arte e tecnologia. Com exposição gratuita no Parque Lage até domingo (3), a curadoria reuniu quase mil trabalhos digitais de mais de cem artistas nacionais e estrangeiros, e se propôs a criar uma experiência imersiva para quem passa pelo local. 
A exposição ocupa os galpões da cavalariça, ao lado do palacete que é um dos cartões-postais da cidade. Os visitantes primeiro são apresentados à história dos NFTs por meio de uma linha do tempo que começa no nascimento do bitcoin, marco reconhecido como o início do blockchain.  Trazer a linha do tempo como primeira etapa da exposição deixa o tema mais familiar para quem não está habituado a conceitos do mundo cripto.
Na sala anexa, os visitantes passam a conhecer as obras. Quatro totens dispostos nas laterais permitem que o visitante selecione os NFTs que deseja ver, e a navegação é dividida em categorias: por artista, coleções ou colecionadores/curadores.
A exposição inclui alguns dos mais valorizados NFTs do mercado, como Cryptopunks, XCopy e Fidenza, além de obras que integram o acervo do colecionador Cozomo de’ Medici — pseudônimo reivindicado pelo rapper Snoop Dogg no ano passado. 
Cada NFT está linkado a um QR Code, que direciona para a plataforma Open Sea, direto para a página de compra da coleção, caso o visitante queira adquirir uma obra na hora.
Uma das obras disponibilizadas pelo colecionador Cozomo de’Medici, pseudônimo reivindicado pelo rapper Snoop Dogg (Foto: Louise Bragado/Época NEGÓCIOS)
É nessa parte da exposição — dos totens aos códigos de acesso ao OpenSea — que a ideia de unir arte e tecnologia fica mais palpável. Exibir mais de mil obras digitais poderia se tornar cansativo de outra forma. Além disso, o direcionamento para a compra facilita e estimula a monetização do trabalho dos artistas. 
Uma terceira experiência foi criada no galpão ao lado. Nomeada de “Imersão audiovisual”, apresenta várias coleções de NFTs acompanhadas de uma curadoria musical. Neste espaço, as obras também estão ligadas a um QR Code, e os trabalhos são projetados do teto ao chão da sala.
“A ideia da sala de imersão é mostrar como a arte digital pode ser muito maior que a tela do celular, onde estamos acostumados a ver os NFTs. Causa outro impacto e nos traz novas perspectivas do potencial que esse mercado tem”, afirma Marcus Menezes, um dos organizadores do evento.
Por fim, a experiência tem um bônus para quem visita: não passa despercebido o contraste de tempo entre o lugar histórico e as obras digitais que ocupam o espaço. Quase cem anos separam os dois — estima-se que o palacete foi construído na década de 1920. Depois de passar alguns minutos imerso nos totens e NFTs, o visitante que dá de cara com os jardins do Parque Lage pode ter a sensação de que viajou em uma cápsula do tempo.
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