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Por que sua empresa ainda vai contratar um gamer – Época NEGÓCIOS

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Jogar ajuda o cérebro a criar modelos cognitivos sofisticados, habilidade muito útil para o mundo corporativo (Foto: Chesnot / Getty Images)
Em um cenário de escassez de talentos, onde as empresas buscam formar times com alta capacidade de negociação, colaboração e criatividade, os olhares estão se voltando para os gamers. Por uma razão muito simples: eles são capazes de desenvolver essas soft skills enquanto jogam. 
O gap de habilidades interpessoais é um problema recorrente nas empresas: 43% dos empregadores dizem ter dificuldades em capacitar seus colaboradores com as soft skills necessárias para o negócio. Os dados foram levantados pelo ManpowerGroup, consultoria de gestão de pessoas com alcance global. 
Para Wilma Dal Col, diretora do ManpowerGroup, a demanda por habilidades sociais nas empresas será cada vez maior, já que a tecnologia preenche apenas competências técnicas. Aptidões como empatia e capacidade de escuta continuam a ser exclusivas dos seres humanos. 
“Veja o caso dos bancos, por exemplo. Você não vai mais na agência, resolve tudo pelo app. Mas, quando tem um problema, quer alguém que te escute. E aí entram as soft skills. As instituições precisam de funcionários que entendam o que o cliente está pedindo, que o direcione para o local certo e o ajude a encontrar a solução”, exemplifica.
Para ela, a digitalização evidenciou o que o ser humano tem de único: a habilidade de se relacionar de forma genuína. “Um sistema pode ter empatia, mas não como a de um ser humano, que vai perceber seu tom de voz, sua angústia. Por isso, no mercado de trabalho, você não consegue mais cobrir vagas só com especialização técnica. Você precisa de competências transversais ligadas à capacidade de construir, aprender, negociar e fazer acordos”, observa a especialista.
É nesse ponto que os gamers se destacam. Jogar ajuda o cérebro a criar modelos cognitivos, melhorando a reação diante de novas situações. Vários  aprendizados do mundo dos jogos são transferíveis para as empresas: cooperação, pensamento estratégico, lidar com imprevistos, tomar decisões pelo melhor resultado.
Além das habilidades interpessoais, gamers também podem contribuir em outro ponto: na geração de ambientes mais inovadores. Para Wilma, os resultados de uma empresa também podem ser influenciados pelas habilidades de seus colaboradores.
“Eu sei que nem sempre os funcionários estão na pauta estratégica, porque o líder está observando o mercado, o cliente. Mas é interessante entender que esses games podem ter forte influência nas transformações dos negócios. E a junção deles com gerações mais maduras pode ser fundamental para os processos de inovação das empresas”, diz Wilma. Veja a seguir quais são os games mais recomendados a quem quer desenvolver soft skills.
Quais?
League of Legends, SimCity, Pac-Man e Candy Crush 
O que desenvolvem?
Pensamento crítico, criatividade, solução de problemas e percepção social
Quais?
Pokémon, Assassin’s Creed, Prince of Persia e Super Mario
O que desenvolvem?
Colaboração, trabalho em equipe, comunicação, deliberação, julgamento e tomada de decisões
Quais?
The Witcher 3, Minecraf
O que desenvolvem?
Criatividade, colaboração, percepção social e coordenação.
Quais?
FIFA, Forza, Call of Duty
O que desenvolvem?
Planejamento e tática, colaboração, pensamento crítico, avaliação de sistemas, enfrentamento de adversidades e consciência espacial.
Quais?
Mario Party, Rock Band, Just Dance, Guitar Hero
O que desenvolvem?
Aprendizado ativo, criatividade, colaboração, coordenação, desejo de crescer rapidamente.
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