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A Netflix provavelmente não está em 4K no seu PC; entenda e corrija – Canaltech

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Tudo sobre Netflix
Mesmo que o plano mais avançado da Netflix ofereça conteúdos em 4K, a reprodução em máxima qualidade não está disponível como padrão em PCs e notebooks. Entretanto, é possível ativar maiores resoluções com apenas alguns passos simples que podem ser resolvidos em poucos minutos.
Antes de saber como aumentar a resolução dos conteúdos da Netflix, é interessante conhecer os motivos que fazem a qualidade ficar menor do que o desejado. A limitação é relacionada a uma proteção conhecida como DRM — Digital Rights Management, ou Gerenciamento de Direitos Digitais, em tradução livre.
Existem recursos de hardware e software que garantem a manutenção dos direitos digitais de cada conteúdo — seja um filme, série, documentário ou qualquer outro produto audiovisual semelhante. Em outras palavras, a marca pretende impedir que pessoas mal-intencionadas façam cópias não autorizadas por meio de capturas de tela ou outros métodos.
Mesmo que possuam módulos DRM de forma nativa, navegadores populares como o Chrome ou o Firefox podem estar vulneráveis a capturas de forma relativamente simples. Por isso, a Netflix segue uma série de protocolos rigorosos para proteger seus conteúdos da forma mais eficiente possível, e eles incluem a limitação do conteúdo em 720p.
Antes de realizar qualquer procedimento para aumentar a qualidade da Netflix, é preciso ter certeza que alguns requisitos mínimos são atingidos. Primeiramente, nem todos os planos do streaming dão suporte para os conteúdos em 4K: apenas o Premium — que custa R$ 55,90 por mês — oferece a resolução mais alta, além de HDR nas telas que possuem compatibilidade para tal.
Mesmo assim, é possível melhorar a qualidade do vídeo também no plano intermediário (chamado pela empresa de Padrão), já que ele pode entregar até 1080p de forma nativa em outros dispositivos, como Smart TVs e afins. Em qualquer plano, é importante lembrar de ajustar o player de reprodução para a qualidade “Automática” ou “Máxima”.
Naturalmente, para assistir os conteúdos em qualidade máxima, é preciso ter uma tela compatível com resolução 4K — pode ser um monitor ou televisão. Também é necessário o suporte ao padrão de segurança HDCP 2.2, que já é implementado em grande parte dos painéis de forma integrada.
Não é qualquer computador que pode reproduzir os conteúdos em 4K, já que limitações de hardware podem causar travamentos ou outros tipos de falhas que comprometerão a experiência.
Entre as configurações recomendadas para que tudo funcione sem problemas, está a presença de um processador Intel Core de 7ª geração ou mais recente, ou CPUs AMD Ryzen equivalentes.
Já para a parte gráfica, é aconselhável que o PC tenha uma placa AMD RX 400 ou mais atualizada, ou mesmo uma GPU igual ou mais nova em relação à Nvidia GeForce GTX 1050, com pelo menos 3 GB de memória dedicada.
Também é importante ter uma conexão de Internet estável ou rápida, de pelo menos 25 Mbps.
Caso todos os requisitos sejam atingidos, já é possível obter a Netflix em 4K no navegador Microsoft Edge, sem a necessidade de ajustes extras. Porém, a mesma qualidade também está disponível por meio do aplicativo oficial do serviço, disponível na Microsoft Store em computadores com o sistema operacional Windows.
Em produtos com as versões mais recentes do MacOS, o navegador Safari já deverá oferecer o 4K de forma nativa, também sem configurações adicionais. Até o momento, não há um aplicativo oficial da Netflix para notebooks e computadores com o sistema da Apple.
Entretanto, também é possível obter o 4K em navegadores populares como o Chrome ou Firefox, por meio do codec HEVC. No Windows, ele pode ser baixado na loja oficial da Microsoft — infelizmente o download não é gratuito, mas o preço não deve passar dos R$ 4.
Depois de o codec ser instalado, basta reiniciar o navegador e aproveitar a qualidade 4K. Para ter certeza que o conteúdo está otimizado, é possível apertar a combinação de teclas Ctrl+Shift+Alt+D para que uma série de informações técnicas seja mostrada — a resolução atual é mostrada ao lado da taxa de bitrate, mais para o centro da tela
Caso a imagem ainda não esteja em 4K, alguns problemas podem ser checados e testados rapidamente:
Cabo incompatível: mesmo que o monitor/TV ligado tenha uma tela 4K, isso não garante que o cabo HDMI tenha a capacidade para transmitir dados nesta qualidade. Por isso, é necessário garantir que o próprio Windows/MacOS esteja rodando em alta resolução.
A informação pode ser conferida em Configurações > Vídeo > Resolução da Tela. Caso não seja possível aumentar a resolução para 3.840 x 2.160 ou algo similar, é recomendado trocar o cabo HDMI por um que garanta a resolução 4K — a utilização de portas DisplayPort é ainda mais indicada, quando possível.
Múltiplos monitores: em algumas situações, a conexão de um mesmo PC em múltiplos monitores pode impedir o sistema de usar a qualidade máxima em cada um deles. Se este for o caso, é necessário desconectar todas as telas paralelas e ficar somente com a principal.
Adaptadores: Assim como nem todos os cabos HDMI trazem suporte para o 4K, a utilização de extensores ou adaptadores diversos também pode limitar a qualidade. Nesse caso, vale testar a conexão direta entre PC e monitor/TV.
Atualizar drivers: Drivers desatualizados podem causar uma série de erros e outros problemas na experiência de vídeo, inclusive limitar a qualidade. Atualizações de software podem ser encontradas nos sites oficiais de Nvidia ou AMD, por exemplo.
Infelizmente, outros serviços de streaming podem não oferecer o mesmo suporte para conteúdos em 4K, mesmo com o download de codecs ou utilizando diferentes navegadores. É o caso de Amazon Prime, Disney Plus e outros concorrentes diversos.
Nestas situações, a melhor alternativa é a utilização de Smart TVs com suporte para o aplicativo do serviço desejado. Também é possível ver os conteúdos com a qualidade máxima por meio de dongles produzidos por várias marcas:
Chromecast com Google TV: Os modelos mais populares de Chromecast no Brasil — ou seja, de segunda ou terceira gerações — não possuem suporte para transmissão de conteúdos em resolução 4K. Tal capacidade é limitada ao aposentado Chromecast Ultra de 2016, ou mesmo ao Chromecast com Google TV de 2020.
Porém, nenhum deles é vendido de forma oficial pelo Google no Brasil, e por isso é necessária a compra por fontes que façam a sua importação. No geral, o acessório costuma custar algo em torno de R$ 400 a R$ 500.
Fire TV Stick 4K: A opção mais popular de dongle com suporte para 4K no Brasil é o Fire TV Stick 4K, vendido de forma oficial pela Amazon. Assim como o produto do Google, ele costuma ter preços próximos a R$ 450 — ou menos quando há uma promoção em curso, o que não é raro.
Xiaomi TV Stick 4K: Os dongles produzidos por marcas chinesas costumam ser opções mais baratas, e a Xiaomi não fica de fora. O Mi TV Stick 4K vem com Android TV 11 e funcionalidades semelhantes aos concorrentes de Google ou Amazon, mas por um preço que pode ficar abaixo dos R$ 400 reais em várias lojas e marketplaces.
Realme 4K Google TV Stick: A Realme é outra marca que investiu na produção de dongles para transmissão em televisões, e o Realme 4K Google TV Stick é mais uma opção bastante completa com preços mais acessíveis. Não é difícil encontrar modelos na casa dos R$ 300, em vários pontos de compra confiáveis.
Fonte: The Next Web
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