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Brasil entra na mira de bilionário conglomerado japonês – TechTudo

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Por Thássius Veloso — Florianópolis
15/10/2021 10h41 Atualizado 18/10/2021
As inovações brasileiras que destravam negócios tradicionais são a principal aposta de um dos mais poderosos fundos de investimento do planeta. Quem faz tal avaliação é Rodrigo Baer, um dos sócios do conglomerado japonês SoftBank. De acordo com ele, o circuito de startups do país está em ebulição, com muitas oportunidades.
A efervescência se confirma nos números: a empresa pretendia destinar US$ 5 bilhões à América Latina ao longo de três anos, mas o empreendimento se concretizou antes disso. Veio um reforço: mais US$ 3 bilhões por meio de iniciativas de growth (ou seja, que estimulam o crescimento de empresas menores).
🔎 Startup Summit 2021: evento de empreendedores digitais acontece em Florianópolis
Startup Summit 2021 — Foto: Thássius Veloso/TechTudo
Baer lista atividades que entraram no radar – e nas contas – do SoftBank:

  • Comunicação e produtividade. Sabe o Slack? Muito usado por diversas organizações, ele pertence à Salesforce desde 2021, num negócio que beirou os US$ 28 bilhões. A alternativa, em desenvolvimento em Porto Alegre, é o Rocketchat, com o diferencial de ter código-aberto (open source).
  • Workflow corporativo, por meio de uma plataforma que integra, por exemplo, processos de compra. É o caso da Pipefy, de Curitiba.
  • Os bancos são famosos por usarem soluções antigas de processamento de dados, os chamados mainframes. A Pismo, de São Paulo, ataca nesta frente com um serviço mais leve e barato. Foi adotado pelo Iti, do Itaú, pelo BTG+ e pela B3.

Baer deu a entrevista durante o Startup Summit, que acontece em Florianópolis de 14 a 15 de outubro. Ele acredita que o Brasil está avançando no desenvolvimento de um ecossistema de inovação.
De acordo com o executivo, as novas soluções tecnológicas – de empresas para empresas – têm impacto direto na velocidade da inovação. Por exemplo, a substituição do mainframe por um sistema bancário na nuvem reduz o tempo de desenvolvimento de um novo recurso de “dezenas de milhares de horas” para algo entre 120 e 130 horas.
Além disso, é possível testar rapidamente novas funcionalidade com uma base pequena de consumidores. Baer explica que uma ferramenta experimental pode chegar a 2% dos adeptos de um aplicativo ou plataforma antes de ser liberada para todos.
O evento na capital de Santa Catarina se tornou ponto de encontro de empreendedores desejosos por trocar cartões e fechar negócios. Foi num almoço descompromissado que esbarrei com Luana Bittencourt, CEO da Razonet, empresa de contabilidade digital baseada em Joaçaba, no interior do estado. Ela está animada com a primeira participação como expositora num congresso deste porte.
De acordo com Luana, há um forte movimento de estímulo para que floresçam novos negócios. Ela mesma participa de uma mentoria que proporciona encontros que “valem como verdadeiras aulas de MBA”. São abordados conceitos como churn, a rotatividade de usuários num determinado serviço.
Luana elogiou os avanços recentes realizados pelo Gov.br para destravar a atuação das empresas digitais. Antes eram necessários certificados eletrônicos que dependiam de um trâmite demorado e burocrático. Hoje em dia existem maneiras mais velozes e menos custosas de se autenticar perante o governo.
Planos da Razonet — Foto: Reprodução
A startup tem a mesma proposta de pesos-pesados como Agilize e Contabilizei. Uma das dificuldades está na relutância de conseguir informações para orientar melhor os clientes, essencialmente donos de empresas. Recentemente ela ligou para uma prefeitura pedindo orientações, mas a pessoa na outra ponta se recusou a passar os dados porque a chamada partia de um DDD de fora da região.
Estas são algumas dores e delícias de quem tenta inovar com o uso da tecnologia no país. Uma recente reportagem do Financial Times classificou a América Latina como a “próxima grande fronteira” a ser percorrida.
Foram US$ 4,1 bilhões em investimentos em 2020, mais do que os US$ 3,3 destinados ao Sudeste Asiático e ao montante somado aplicado na África, no Oriente Médio, na Europa Central e no Leste Europeu.
O jornalista viajou para Florianópolis a convite do Sebrae Nacional
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