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Profissionais de tecnologia preferem o trabalho remoto mesmo após a pandemia, aponta pesquisa – Época NEGÓCIOS

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Levantamento aponta que 78,27% das pessoas que trabalham com TI preferem manter o modelo remoto pós-pandemia (Foto: Pexels)
O trabalho remoto se tornou comum durante a pandemia da covid-19 em muitos setores, mas em especial naqueles ligados à tecnologia. A tendência, segundo pesquisa realizada pela GeekHunter, plataforma de recrutamento de desenvolvedores de Software e profissionais de Data Science, é que esse movimento ganhe ainda mais força no pós-pandemia.
Levantamento feito com 718 profissionais da base de candidatos da empresa aponta que 78,27% das pessoas que atuam na área de TI preferem manter o trabalho remoto, e 19,36% querem o modelo híbrido – que consiste em alguns dias da semana em casa e outros na sede da empresa. Dos entrevistados, apenas 2,37% gostariam de retornar ao trabalho presencial.
“Esse resultado foi uma surpresa para nós”, diz o CEO e fundador da GeekHunter, Tomás Ferrari. “Nós sabíamos que muitas pessoas gostariam de manter o remoto, mas não achamos que a porcentagem seria tão alta”, afirma.
Entre as razões pela escolha, estão a flexibilidade de horários, o fato de poder evitar o trânsito para se deslocar até o escritório e a oportunidade de passar mais tempo com a família.
Outro fator destacado pelos entrevistados foi o rendimento do trabalho. Dos participantes que optaram pelo home office, 66% disseram que a produtividade aumentou dessa forma, enquanto 24,23% relataram que não sentiram diferença e 5,71% afirmaram sentir que a produtividade diminuiu.
No caso do modelo híbrido, a flexibilidade foi apontada como a principal vantagem do modelo, seguida pelo fato de não precisar se deslocar ao trabalho todos os dias.
Entre os que preferem voltar ao presencial, a separação entre o ambiente de trabalho e o ambiente doméstico foi considerada o principal benefício. Além disso, o maior contato com a equipe e mais suporte entre os departamentos da empresa foram vantagens relatadas pelos funcionários.
A opinião das empregadoras também foi levada em conta na projeção do futuro dos locais de trabalho na área de tecnologia. De acordo com as respostas dos profissionais que participaram do levantamento, 43,87% das companhias devem manter o trabalho remoto, enquanto 17,83% preferem o modelo híbrido e 11,84% escolheram o retorno ao presencial. Há, ainda, 21,45% que não decidiram qual proposta vão seguir.
Resultados da pesquisa sugerem que oferta e demanda de profissionais de tecnologia podem se equilibrar (Foto: Pexels)
A escassez de mão de obra qualificada sempre foi um dos gargalos do setor de TI. Segundo Ferrari, esse problema foi impulsionado na crise. “A pandemia aumentou ainda mais a demanda por esse profissional, porque muitas empresas passaram por um processo de digitalização”, diz o executivo.
As revelações do estudo, diz, podem ajudar a mudar esse cenário e ampliar as oportunidades para as empresas. “A contratação deixou de ser local e passou a ser global. O modelo remoto amplia as chances de encontrar bons profissionais, independentemente do local de atuação”, afirma Ferrari.
Será necessário, porém criar uma nova cultura corporativa. De acordo com o CEO, isso passa tanto pela otimização do modelo remoto ou híbrido quanto pela comunicação com os funcinários.
Na outra ponta, profissionais brasileiros que quiserem trabalhar para empresas globais terão que se preparar para esse novo mercado. “O que mais limita os brasileiros é o conhecimento de inglês”, diz Tomás Ferrari. “O segundo ponto é a questão de experiência. Pessoas que têm mais bagagem de trabalho são mais procuradas peas empresas de fora”, destaca.
O trabalho remoto também pode ser um desafio para quem está em início de carreira. “Na maior parte das vezes, o desenvolvimento desses profissionais está muito atrelado à troca de experiências com um profissional pleno ou sênior. No remoto, isso fica mais difícil. É preciso que as empresas façam um esforço extra para inserir esse profissional na operação”, afirma Ferrari.
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