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De Electronic Arts a NVIDIA: saiba como investir em e-sports e games – CNN Brasil

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Indústria de games já é 1,5 vez maior do que a da música e cinema e tem um crescimento previsto de 10,5% ao ano
Tamires Vitorio, do CNN Brasil Business, em São Paulo

A indústria de games –que, em 2020, faturou cerca de US$ 162 bilhões mundialmente– tem se tornado cada vez mais atraente para investidores no mundo todo. E não é para menos: além do faturamento bilionário, ela já é 1,5 vez maior do que a de cinema e de música juntas.
O crescimento anual do segmento deve ficar em 10,5%, e o faturamento deve chegar a US$ 295 bilhões em 2026, segundo um estudo feito pela consultoria Mordor Intelligence
Além das empresas já consolidadas no setor, como Electronic Arts (EA), desenvolvedora de FIFA e The Sims, e a fabricante de placas de vídeo NVIDIA, outras também estrearam na bolsa recentemente, como foi o caso da Roblox, plataforma de jogos avaliada em US$ 45 bilhões.
Com tanta oferta, surgem algumas dúvidas. Vale a pena investir no mercado de games e e-sports? É possível investir em somente um time e tornar-se patrocinador? É mais seguro voltar o dinheiro para os BDRs —sigla para Brazilian Depositary Receipts, que são ações de empresas estrangeiras negociadas no Brasil— ou para fundos ETFs (Exchange Traded Funds, ou fundos de índice) vendidos diretamente no Brasil?
Para Paula Zogbi, analista da Rico Investimentos, antes de começar a investir no mercado de games é importante conhecê-lo. “Caso opte por investir ação por ação, não deixe de ver as avaliações de especialistas (analistas brasileiros e estrangeiros) sobre os resultados e potencial de crescimento de cada papel. Importante nunca investir em renda variável um dinheiro que vá fazer falta para o seu dia a dia: arrisque de acordo com o seu perfil”, diz.
No Brasil, existem algumas opções de fundos. Entre eles está o da XP Investimentos, o Trend eSports, que, replicando os ETFs HERO, permite que o investidor aloque seu dinheiro em mais de 40 empresas, como Nintendo, Nexon, Action Blizzard, EA e NVIDIA. O valor mínimo para investimento é de R$ 100. O fundo da XP, ao contrário dos BDRs, não muda com a flutuação do câmbio e tem um risco avaliado como médio. 
“Essa é uma indústria com alto potencial, relativamente jovem. Estamos falando de grandes histórias de sucesso que nasceram com o Atari na década de 1970. Não é como bancos ou mineradoras, e vem chamando bastante atenção por conta de, não só retornos, mas por ser uma classe de investimentos interessantes pela própria pandemia”, explica Henrique Sana, analista de índices e ETFs na XP Investimentos. 
Segundo a Statista e a Nielsen, em 2020 o número de gamers espalhados pelo mundo aumentou 5,5%. Nos Estados Unidos, por exemplo, as pessoas teriam gastado 45% horas a mais jogando em março do ano passado. Com mais pessoas jogando e comprando jogos, o setor se alimenta e ganha (ainda) mais tração. 
Em outras corretoras e bancos, como na Vitreo e no Banco do Brasil, o fundo lançado foi de BDRs. Na Vitreo, por exemplo, o valor mínimo para a aplicação é de R$ 5.000, com taxa de administração de 0,9% ao ano. 
Zogbi, da Rico, acredita que a escolha entre ETFs ou BDRs depende do tempo e do patrimônio da pessoa. “Quem tem como usar um tempo para fazer o chamado ‘stock picking’ e dispõe de dinheiro para diversificar nesse mercado pode se beneficiar ao selecionar a dedo os papéis que fazem mais sentido para a própria carteira”, afirma.
“Já o fundo de ETF permite uma diversificação com menos patrimônio. Outra vantagem é a menor volatilidade, já que o Trend em questão tem hedge cambial”, diz. Para ela, “como o ETF tem critérios quantitativos de seleção e já inclui as várias frentes dessa indústria (incluindo streaming), é um produto mais completo”.
Não foi fácil para o empresário Jed Kaplan se tornar o CEO do time de e-sports do Flamengo. 
Em 2019, segundo a ESPN, o dono da Simplicity Esports entrou em contato com o time brasileiro pela primeira vez, fazendo uma oferta de US$ 3 milhões ao longo de dez anos —que o Flamengo negou porque, na época, estava focado em seu time de futebol. 
Em 2020, Kaplan conseguiu comprar o time, com foco em fortalecê-lo para o principal campeonato do League Of Legends, o CBLOL. 
Mas é claro que comprar um time de e-sports não é para todo mundo. 
Para Zogbi, é mais acessível optar por comprar ações das empresas. “Imagino que poucas pessoas hoje tenham capital para patrocinar uma equipe e, ao mesmo tempo, manter a carteira diversificada de maneira saudável. Além disso, escolher um time por conta própria demanda muito conhecimento e disponibilidade para estudar os competidores para selecionar com precisão”, diz.
“Por esse ponto de vista, acho mais indicado buscar fundos e BDRs. Em outras palavras, o patrocínio me parece um pouco mais restrito aos mais ricos”, afirma. 
Existe, contudo, um porém na hora de optar pelo investimento em fundos. “Se existe alguma categoria de empresa dentro do setor que não interessa ao investidor, é preciso ficar de olho”, explica Zogbi. 
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