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61,6% dos jogadores digitais brasileiros se consideram gamers, diz pesquisa – Portal Uai

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Saiba a situação do nosso mercado
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Jogador/Gamer. Foto: Divulgação
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Você sabia que 29 de agosto é o Dia Internacional do Gamer? A data foi criada por revistas espanholas especializadas no tema, que viram a necessidade de se comemorar uma data específica para os adeptos dos jogos digitais. Mas saiba que a atividade é muito mais que apenas diversão e o mercado brasileiro de jogos digitais está em alta.
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Segundo dados da Nezoo, empresa que faz análises e levantamentos referentes ao setor, já em 2019, os 81,2 milhões de jogadores do Brasil ajudaram a gerar receitas de US$ 1,6 bilhão, colocando o país entre os maiores no mercado de games do mundo e o primeiro da América Latina. E agora, em meio a pandemia, o potencial de crescimento tornou-se ainda mais promissor.
Desde o início do isolamento social, a procura pelo lazer por quem está em casa alavancou ainda mais essa indústria criativa. Prova disso é que as transações financeiras feitas nas principais plataformas e consoles de jogos cresceram 140% em 2020 ante 2019, segundo estudo feito pela bandeira de cartões Visa.
Os números confirmam ainda os dados da Pesquisa Game Brasil (PGB) 2021, segundo a qual, 75,8% dos gamers brasileiros afirmaram ter jogado mais durante o período de isolamento. A 8ª edição do estudo teve a participação de 12.498 pessoas, entrevistas por todo o país, servindo de fotografia sobre o atual comportamento do consumidor de jogos digitais.
Destaque ainda para questão de gênero. Historicamente, a PGB vem demonstrando que as mulheres são maioria dentro de jogos digitais e no último estudo não foi diferente: 51,5%, enquanto o público masculino alcançou 48,5%, mostrando que há mercado para todos os perfis, inclusive idade. Isso porque, embora a maioria, 22,5% estão entre 20 e 24 anos, mais da metade da população de jogadores no país tem entre 24 e 39 anos e 12,2% estão entre 40 e 49 anos. O público de 16 a 19 anos corresponde apenas a 10,3%.
A estudante Tauane Matos, 21 anos, é uma das adeptas dos games, que também percebeu um aumento de jogadores nos últimos meses. “Por estarem mais tempo em casa, as pessoas acabaram consumindo mais jogos. Além disso, houve também a necessidade de buscar substituições para as interações com os amigos e a família”, conta Tauane, jogadora de livestreams, exibições ao vivo de partidas digitais.
Outro dado reforça a mudança no perfil dos brasileiros: pela primeira vez, houve uma inversão da percepção sobre a identidade deste jogador e, hoje, 61,6% se consideram como gamers, enquanto pesquisas anteriores apontavam apenas 33%, mostrando a influência que a proximidade com os jogos digitais durante o período da pandemia vem causando.
Este novo perfil impacta diretamente indústrias e mercado de trabalho. Segundo o professor do curso de Jogos Digitais do Centro Universitário IESB, Malcon Douglas da Silva Costa, o crescimento do uso de games favorece a criação de empresas e oportunidades, que vão desde novas vagas no mercado de trabalho até mais investimentos no setor. “Os games já tinham um nicho importante no Brasil. Porém, as circunstâncias atuais favorecem, e a expansão de novos trabalhos ganhou ainda mais fôlego, com ótimas oportunidades para o profissional construir uma carreira de sucesso”, afirma.
Paula Piovezana, 20 anos, formou-se em julho de 2020 no IESB e já atua na profissão como game artist. “Atualmente, minha principal função na equipe da empresa é riggar e animar os modelos 3D. Mas também já fiz texturização, ilustração e storyboard. O emprego é ótimo e muito desafiador. Há sempre novas chances para se aprender e evoluir em grupo. E com a pandemia, percebo que mais profissionais estão sendo requisitados durante esse período. É uma realidade que vem impulsionando os setores de TI como um todo”, observa Paula.
Conheça o mercado e profissão
Mas afinal, o que faz e quais são as áreas para quem busca investir na carreira de Jogos Digitais? De acordo com o professor Malcon, quem trabalha nesta profissão deve estar apto a projetar, desenvolver e implantar jogos para computadores, consoles, aparelhos móveis e internet. “O desenvolvimento de um jogo abrange diferentes setores: desde o profissional que está escrevendo a parte dos códigos, passando pela área de som e até o de artes, quando são desenvolvidos os personagens e os cenários. Ou seja, cada parte de um jogo tem um profissional diferente vinculado. E o legal é que o curso de Jogos Digitais do IESB abrange todas essas áreas e faz com que o aluno saia preparado por completo para o mercado de trabalho, conhecendo todas as etapas que podem ser exploradas dentro de um jogo digital”, explica o professor.
Segundo o especialista, a dica para quem pretende investir na carreira é buscar um curso que alie a teoria e prática, sempre com atualizações em períodos curtos. “O IESB é referência na área de desenvolvimento de jogos. Temos um curso de três anos, com professores experientes no mercado, muitos vinculados a empresas desenvolvedoras de games. Temos ainda o Projeto Integrador, no qual o aluno faz um jogo ao término de cada semestre. Isso é muito interessante porque, desde o primeiro até o último ano, o estudante está colocando em prática toda a teoria ensinada”, afirma.
Sobre as expectativas para o futuro, o professor Malcon destaca a tendência em um consumo ainda maior de realidade aumentada, realidade virtual e o uso de jogos no celular. “O Brasil é o maior mercado da América Latina em termos de jogadores e receita de jogos para celular. A área está estritamente relacionada ao avanço da tecnologia que nós temos, como por exemplo, a chegada do 5G no Brasil. Então, muitas pessoas que acabaram migrando de plataformas grandes para o mobile vão acabar jogando muito mais e fazendo uso de realidade aumentada. Tudo isso traz muitas oportunidades para que grandes empresas acabem produzindo melhores jogos e novas formas de trabalho para o setor”, avalia o professor, que destaca ainda a importância do streaming. “O streaming tem aumentado a popularidade dos e-sports. Tem muita gente jogando League Of Legends, por exemplo, porque acabaram assistindo uma partida, gostaram e criaram um grupo de amigos para poder jogar on-line”, explica.
Este comportamento vem acontecendo em muitos lugares, inclusive no Distrito Federal. “Desde o ano passado, a capital lançou dois campeonatos de League Of Legends apoiados pelo governo do DF, e que foram transmitidos com um alto índice de audiência. É um movimento muito importante e, com certeza, é o que tem puxado o mercado para cima e vem impactando o desenvolvimento de novos jogos também. Acredito que isso é um pouquinho do que nós veremos ainda mais daqui para frente”, conclui o professor do IESB.
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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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