Tecnologia

Inovação e tecnologia aplicadas aos pequenos negócios – O POVO

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Imagine a seguinte situação. Você está na rua tarde da noite e, do nada, seu carro dá o prego. Qual a primeira coisa que você faz? Procura por um socorro, claro. Só que boa parte das pessoas, na hora “H” desses perrengues não sabe para onde ligar, a que oficina recorrer. Liga pra mãe, pro pai, pra um amigo, enfim, busca indicações confiáveis.
Foi pensando justamente nessa demanda, que o administrador Osair Soares, 49, pensou em desenvolver um ecossistema que integrasse o usuário (consumidor) ao prestador de serviços (oficinas, por exemplo), e este, ao fornecedor de peças e acessórios (distribuidor, atacadista ou indústria).
Atuando no setor automotivo há 17 anos, Osair foi percebendo diversos gaps a serem preenchidos e juntando todos eles, se deu conta de que ali lhe renderia uma boa ideia de negócio, que resolveria o problema de muita gente. “O consumidor busca, por meios tecnológicos, produtos e serviços melhores, que estejam disponíveis de forma prática, confiável e com preço justo. Temos visto avanços tecnológicos, digitalização, automatização cada vez mais presente nas organizações”, pontua.
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A startup recebeu o nome de WitMob e integrará os diversos players da cadeia de suprimentos automotiva: “O consumidor em busca de peças ou serviços para bens que permitem mobilidade (carro, moto, caminhão, bicicleta…) por meio do nosso APP ou acessando nossa Web, será direcionado para prestadores de serviços (oficinas, instaladores de som, reboques…) ou revendedores de peças”, explica.
Além disso, os prestadores de serviços contarão com um sistema de CRM que gerenciará o relacionamento com o consumidor, disponibilizando um sistema de gestão para a oficina e outros sistemas importantes, como por exemplo programas de treinamento para colaboradores.
“A atuação em ecossistemas já é uma realidade que se mostra muito eficiente. Diante das oportunidades na cadeia produtiva do setor automotivo e com o desejo de contribuir com uma sociedade melhor, mais sustentável, mais distributiva e mais colaborativa, avançamos com o projeto”, pontua Osair, que conta que o sistema estará disponível a partir do dia 1º de dezembro.
Inovação e tecnologia aplicadas aos pequenos negócios é hoje uma realidade. Independente do segmento. Saindo do automotivo para o de saúde, foi justamente esse caminho que, literalmente, salvou o negócio de Helder Montenegro, 61, na pandemia. Ainda em 2017, a empresa do fisioterapeuta, a ITC Vertebral, a primeira franquia de fisioterapia da América Latina, decidiu dar um passo maior em direção aos avanços tecnológicos. E criou uma plataforma de aproximação dos profissionais franqueados e seus serviços, facilitando processos e agilizando atendimentos.
A plataforma, batizada de Scal, deu tão certo, que Helder resolveu ampliar a ideia. Agendamento inteligente, chatbot, dados na nuvem, ferramentas de marketing e divulgação, relatórios e dashboard, prontuários eletrônicos, telemedicina e telesaúde. A promessa era integrar tudo isso e muito mais num mesmo ambiente. Com o devido investimento, em 2019, o serviço passou a integrar funções de agenda, marcação de consultas, e prontuário eletrônico específico de fisioterapia para cada área, lombar, joelho, quadril, oncologia, cervical, cardiopulmonar, e muito mais. E ainda, um roteiro de protocolos a serem seguidos conforme cada caso.
Helder explica, que a Scal, além de ser um software de gestão para profissionais (de clientes, prontuários, financeira, marketing), em geral da área de saúde, funciona ainda como uma plataforma de marketplace: Para isso, “nós criamos o pronto agendei, onde todos os usuários do aplicativo passam a ter uma página no Google e ele passa a ser visto, assim como a gente ajuda também nos banners para o profissional divulgar sua logomarca, sua especialidade. Então, ele é um softaware de gestão, assim como também um espaço para divulgar sua marca, vendê-la, marcar consulta e assim por diante”.
Investimento
Em comum, além do foco em inovação e tecnologia, os dois empreendedores precisaram de aporte financeiro para levar suas ideias adiante: Osair, para abrir sua Startup, e Helder, para ampliar as possibilidades de sua plataforma. Ambos procuraram o Banco do Nordeste, que dispõe de diversas linhas de crédito para apoio e inovação nas micro e pequenas empresas. Para a Startup, Osair solicitou o crédito através da FNE STARTUP. Já Helder, utilizou o crédito FNE MPE para Inovação.
Como pontua Luiz Sérgio Farias Machado, Superintendente do banco: “A inovação pode ser um fator decisivo para elevar o nível de diferenciação e competição e promover o reposicionamento da empresa no mercado, na medida em que pode contribuir para a oferta de produtos e serviços mais competitivos. Neste sentido, o Banco do Nordeste tem adotado uma série de iniciativas no sentido de estimular a adoção de inovações por parte das micro e pequenas empresas, justamente por entender que é através da inovação que as MPE’s podem elevar sua produtividade e competitividade”.
Para Osair, só foi possível tirar sua ideia do papel graças ao avanço da tecnologia, que trouxe uma certa redução dos custos e/ou desenvolvimento dos sistemas, e ao aporte financeiro para investir no projeto: “Ciente que o capital próprio poderia não ser suficiente para suportar os dois primeiros anos da operação, fui em busca de um parceiro financeiro que tivesse taxas de juros atrativas para um pequeno investidor, que desse um prazo razoável para começarmos a realizar o pagamento do empréstimo e que acreditasse no projeto. Encontrei no BNB o parceiro ideal para o nosso momento. Somente depois de aprovada a linha de crédito, juntamente com meus investimentos pessoais, que possibilitaria a conclusão do projeto, avancei com a StartUp WitMob”, detalha.
Na ITC Vertebral, todo o aporte financeiro buscado junto ao BNB veio antes da chegada da Covid-19. Quando a pandemia chegou por aqui, a empresa já tinha toda a base para o atendimento à distância: “Nós já tínhamos recebido o dinheiro do financiamento do Banco do Nordeste e já tínhamos feito a base da plataforma. A pandemia pegou em março de 2020, no dia 5 de abril nós já tínhamos a telemedicina toda preparada, telefisioterapia, onde o profissional já falava com o seu paciente através de um único link, em português, e o profissional tinha o prontuário ali, na mesma página”.
O que foi primordial para a manutenção do negócio durante toda a crise sanitária: “Se eu não tivesse apostado em Tecnologia da Informação, com certeza as nossas empresas teria retroagido, é provável que eu tivesse voltado a ser um profissional fisioterapeuta do século passado. Então, a tecnologia hoje para o pequeno, médio ou grande é de fundamental importância”, destaca o empresário, que hoje já soma 300 franquias espalhadas pelo país.

Como explica Luiz Sérgio, o Hub de Inovação do Banco do Nordeste, foi criado justamente com objetivo de incentivar o empreendedorismo inovador e facilitar a gestão da inovação no Banco do Nordeste e em empresas da região. “Aqui, temos espaços para startups, capacitação, compartilhamento de ideias e transformação de negócios. O Hub tem como responsabilidade básica formular políticas e diretrizes para a Gestão da Inovação, estruturar e acompanhar ações de inovação para a melhoria de processos, produtos e serviços do Banco, fortalecendo o empreendedorismo corporativo e contribuindo para o empreendedorismo regional inovador.
Conheça algumas linhas de crédito do Hub de Inovação do Banco do Nordeste:
Crédito para Startups através do FNE

Financia startups de base tecnológica com projetos de investimento em inovação de produtos, serviços, processos e métodos organizacionais, contemplando investimentos em obras e aquisição de bens de capital, contratação da prestação de serviços especializados outros itens de investimento correspondentes ao setor do projeto associados ao investimento em inovação, capital de giro associado ao investimento.
Limite de crédito: até R$ 200 mil.
Fonte de Recursos: FNE
Taxa: a partir de 0,45%* a.m.
Garantias: Cumulativa ou alternativamente, Aval ou Fiança, Recebíveis, Alienação Fiduciária e Hipoteca.
Prazo: até 5 anos com até 1 ano de carência
*Taxa simulada. A taxa pode sofrer variações conforme IPCA.
Crédito para Inovação através do FNE MPE Inovação
Nos setores não rurais: Implementação de um produto, serviço ou processo novo ou significativamente melhorado, ou de um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de trabalho ou nas relações externas.
Investimentos em obras e aquisição de bens de capital;

Capital de giro, quando exclusivamente associado ao investimento;

Aquisição de máquinas, veículos utilitários e equipamentos;
Limite de crédito: até 100% do valor do investimento financiado.
Público Alvo: Pessoas jurídicas de direito privado e empresários registrados na junta comercial que realizem atividades produtivas.
Fonte de Recursos: FNE
Taxa: a partir de 0,45%* a.m.
Garantias: Cumulativa ou alternativamente, Aval ou Fiança, Recebíveis, Alienação Fiduciária e Hipoteca.
Prazo: até 15 anos com até 5 anos de carência
*Taxa simulada. A taxa pode sofrer variações conforme IPCA.

Webinar Gratuito
De 27 a 29 de outubro
Serão 3 dias de evento com especialistas focados na tecnologia para fazer seu negócio chegar mais longe no digital. A inscrição é gratuita e o Webinar acontece por meio da plataforma Zoom, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da FDR.
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Pré-venda, venda e pós-venda. Não basta só estar presente em canais digitais para se considerar uma empresa digital. A experiência precisa ser completa. É o que defende Arthur Frota, CEO da Tallos, empresa cearense de tecnologia. “Sua empresa tem um site? Este site é responsivo? O seu atendimento é ágil e inteligente? Analise todos esses pontos”, destaca.
E a máxima vale tanto para aquelas empresas que já nasceram no digital como para as tradicionais que precisaram se adaptar ao novo contexto. Marcos Tiago Pereira Torres, 27, e Diego Eloia Limao, 28, ainda eram apenas amigos quando tiveram uma péssima experiência num restaurante: estabelecimento lotado, atendimento demorado, pedido errado. Nesse dia, até a conta veio errada.
Olhando em perspectiva para aquela cena, os dois amigos perceberam um acessório em comum a todos no local: o celular. E pensaram: Por que não conectar clientes à equipe de garçons e agilizar todo o processo? Surgia ali uma ideia de negócio, que tinha como objetivo resolver aquele problema. Um aplicativo, que eliminasse a necessidade de cardápio e conta física e, de quebra, ainda possibilitasse fazer o pedido pelo celular.
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“Nós resolvemos a vida de 3 pessoas dentro do ecossistema gastronômico: a do cliente, que ao ler um simples QR Code consegue se conectar com os operadores e realizar tudo que deseja através de um clique. Dos garçons, que não precisam mais estar correndo de um lado pro outro para anotar um simples pedido ou entregar uma conta, desestressando muito o dia a dia deles e deixando eles livres para focar em entrega e relacionamento. E, por fim, a vida de donos de bares e restaurantes, que conseguem ter um time mais enxuto, dados mais assertivos sobre comportamento de consumo e um ambiente 100% digitalizado.”, explica Tiago, que juntamente com o, agora sócio, Diego desenvolveram o aplicativo Servit, que também é uma solução web, para que os usuários utilizem a ferramenta sem a necessidade de fazer um download para isso.

Em todas as plataformas
Em todas as plataformas (Foto: Divulgação)

A plataforma foi lançada em setembro de 2020, auge da pandemia, o que facilitou os processos, principalmente, pensando em relação as medidas de segurança contra a Covid-19. Aqui, a tecnologia foi o ponto de partida para a criação da plataforma e por isso mesmo ainda mais imprescindível para o negócio: “A tecnologia é o core do nosso negócio. A Servit nasceu através dela e se baseia nela para inovações”.
 
Diferencial competitivo
Apesar das facilidades trazidas pela inovação e tecnologia, a concorrência também é um fator a se levar em conta, o que aumenta os desafios neste ambiente, e por isso mesmo a importância de conseguir se diferenciar: “Apesar de o mercado ser gigante, você encontra negócios dominantes em suas áreas, mas para cada produto existem novas necessidades e demandas, basta o empreendedor entender essas gaps e crescer neles”, afirma Tiago.
Arthur leva essa máxima ainda mais a fundo: “Conseguir espaço no mercado não é uma tarefa fácil. Em geral, as empresas oferecem os mesmos produtos, a diferença é como ele é ofertado, qual a experiência do cliente com o produto e até de compra. É preciso usar ferramentas inteligentes e ágeis para se destacar e manter o negócio, principalmente quando é médio ou pequeno. A digitalização é quase uma obrigatoriedade na sociedade de hoje, onde tudo é muito rápido e está a um clique. Sem ela, dificilmente um negócio consegue se destacar entre grandes empresas”, defende.
O especialista em tecnologia, afirma ainda que uma das vantagens de estar no digital é poder conhecer melhor o público que consome o produto, e isso gera um maior engajamento. “Assim, as empresas podem desenvolver produtos e estratégias de venda mais assertivas”. Mas uma grande dor de quem não é especialista no assunto é: como ter uma boa presença no digital?
Arthur explica que o primeiro passo é definir os objetivos da sua empresa; valores, visão e propósito. Isso precisa ficar claro para os colaboradores e, depois, para o público externo. E completa: “ Feito isso, é hora de fortalecer o branding. Ou seja, mostrar quem é a sua marca. Foque em encontrar a sua persona, saber pra quem você vende e como essa pessoa se comunica. Crie uma identidade visual, mantenha a sua comunicação coerente com os seus valores. Isso tudo vai fazer com que as pessoas enxerguem o valor da sua marca para além do produto”.

Acompanhe o Movimento Empreender
Tudo o que você precisa saber para impulsionar o seu negócio – ou para tirar a sua ideia do papel, você encontra no Movimento Empreender. São cursos, palestras, podcasts, lives, com participação de convidados especiais, e histórias de sucesso de empreendedores, que certamente trarão uma nova perspectiva para o seu negócio. Estamos presente em todas as plataformas, trazendo um conteúdo pensado por especialistas para levar até você capacitação, desenvolvimento e uma dose extra de criatividade.
Curso de extensão
modalidade EAD
GRATUITO e em formato de ensino à distância (EAD), o curso,Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas, tem carga horáriade 160 horas/aulas e emissão de certificado pela UFC. Serão trabalhados 12 temas contemporâneos, que têm como principal fundamento abordar os conceitos, práticas e técnicas para projetar a estratégia de transformação digital do seu negócio.
Webinar
De 27 a 29 de outubro/ 25 e 26 de novembro
Serão 5 dias de evento com especialistas focados na tecnologia para fazer seu negócio chegar mais longe no digital. A inscrição é gratuita e o Webinar acontece por meio da plataforma Zoom, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da FDR.
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O Ambiente digital hoje é terreno fértil para as empresas, sejam elas grandes ou pequenas estar presente em todas as plataformas, automatizar processos e possibilitar o atendimento a distância, além de aproximar clientes e expandir a marca, também traz retorno direto para o caixa. Desde que essas estratégias sejam aplicadas com assertividade.
Mas o ambiente no digital é propício também ao erro e por lá são abundantes as tentativas de acerto, mas nem tudo dá certo. Assim como nada vem de graça, com elas também é preciso gastar tempo e dinheiro para fazer seu negócio render mais. Por isso, o facilitador do módulo ‘Administração Digital da sua Marca (Branding)’, do curso Transformação Digital Para Micro e Pequenas Empresas, e professor de Marketing e Mídias Digitais, W Gabriel, selecionou os 5 erros que as empresas cometem no digital e que podem valer a sobrevivência do negócio. Anota aí, pra você também não entrar para a estatística.
1 – CRIAR UM SITE OU UM PERFIL NA REDE SOCIAL E DEPOIS ABANDONAR
Isso se tornará um lixo público e desatualizado, que continuará aparecendo no Google e lhe divulgando de forma errada.
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2 – SEGUIR MODINHA SEM ANALISAR SE É SAUDÁVEL OU NÃO PARA A SUA MARCA
Dancinhas no Instagram, postagens de memes e piadas e até conteúdo polêmico. Vale mesmo a pena seguir algumas modinhas, mesmo que ganhem visibilidade, mas desvirtuam a sua marca? Analise antes de postar.
3 – NÃO INVESTIR EM TRÁFEGO PAGO
Muitas empresas ainda acreditam que a internet é de graça. Não existe almoço grátis. Se você quer visibilidade comercial, para vender seus produtos ou serviço, precisa também investir em anúncios patrocinados, para direcionar suas oferta para quem deseja comprá-las.
4 – O DONO ACHA QUE PODE FAZER TUDO, SEM PRECISAR DE UM PROFISSIONAL
Quanto custa a hora de trabalho do dono da empresa? Talvez custe mais caro que contratar os serviços de alguém especializado em divulgação online, que fará bem feito, sem riscos e sem tomar um tempo valioso da chefia.
5 – NEGLIGENCIAR O ATENDIMENTO VIRTUAL
Quando você vai procurar um produto ou serviço, qual a primeira coisa que faz hoje em dia? Procura informações sobre ele na internet. Demora nas respostas, grosserias e desorganização. Em um atendimento online nada disso é tolerado. Se vai investir no digital, não vacile com o atendimento de quem chega até você, pois internet deixa rastros. Os comentários e avaliações estão aí para provar!
Quer aprender mais sobre a digitalização do seu negócio e não cometer mais erros? Inscreva-se agora no curso GRATUITO Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas e veja seu negócio alcançar outro patamar, também, no digital.
São 12 módulos com conteúdo que versam sobre tecnologias aplicadas aos pequenos negócios, e o melhor, você pode fazer de onde estiver, no horário em que puder, já que o curso é em formato EAD (Ensino à distância). Clica no link e não perca esta oportunidade.
E já aproveita para ir acessando outros conteúdos do Movimento Empreender que, certamente, vão te ajudar nessa jornada do digital.
Leia também: Entrando na dança: Tik Tok para os pequenos negócios

Ouça agora o PODCAST – Por que todo negócio deve ser digital?

 
Uma das premissas que nasceram com as startups americanas e que norteiam esse tipo de negócio é: “errar rápido para corrigir rápido e aprender muito com isso”. E essa ideia pode servir para pensar qualquer estratégia de negócio, independente do segmento. Mas nas redes sociais, erros sucessivos podem acabar gerando prejuízo.
Isso por que para os os negócios não adianta ter likes e muitos seguidores, se isso não estiver se convertendo em vendas. Por lá, é preciso driblar os erros e apostar numa postura mais assertiva para atrair, encantar e manter clientes. O especialista em Marketing Digital e facilitador do curso “Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas”, Luciano Farias, elencou os 7 pecados capitais do Marketing Digital que os empreendedores mais cometem. O objetivo é ajudar você a fugir dos erros e investir nos acertos, sem precisar rezar muito por isso.
1 – Construir uma estratégia de marketing digital na terra dos outros.
Embora redes sociais como Facebook, Instagram, TikTok e YouTube deem visibilidade de seu negócio a bilhões de pessoas é extremamente perigoso concentrar todas suas estratégias apenas nessas plataformas. A razão é simples, quem define as regras nesses ambientes não é você e isso faz com que sua empresa esteja vulnerável às mudanças de regras dentro dessas plataformas e ocasionalmente possa ser (bastante) prejudicado com alguma delas. Ao invés disso construa ativos de mídia onde você tenha controle, como seu site e listas de e-mail, etc e dessa forma você ficará menos vulnerável a fatores externos. Aproveite as redes sociais para direcionar as pessoas para esses locais, ganhe sua confiança e venda mais.
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2 – Não entender para quem vai vender
Esse seja talvez o erro mais cometido no início de qualquer negócio (seja online ou offline). Criar um produto ou serviço apenas baseado no que você acha que o seu mercado quer é perigoso. Entender o que seu futuro cliente quer é o primeiro passo para um negócio de sucesso. Para isso devemos nos tornar excelentes ouvintes e escutar as verdadeiras necessidades de nossos clientes. Uma das formas mais práticas de fazer isso é criando “Personas”. Elas são, geralmente, uma representação fictícia de seu cliente ideal. Ao criar personas para seu negócio você conseguirá uma imagem clara de quem você está querendo vender e isso irá tornar muito mais fácil todo o processo de venda e aquisição de novos clientes. Felizmente você pode criar facilmente personas utilizando ferramentas online gratuitas.
3 – Tentar vender na hora errada (muito cedo)
O jogo das vendas online tem um nome: Atenção. E a única forma de conseguir isso é mostrar que somos capazes de resolver os problemas das pessoas. Para isso precisamos utilizar uma estratégia que seja capaz de atrair as pessoas e ser capaz de fazer uma oferta na hora certa. Infelizmente somos impactados toda hora com alguém tentando simplesmente vender sem ao menos tentar entender nossas verdadeiras necessidades. É como se as pessoas quisessem se casar já no primeiro encontro. Isso parece meio estranho quando pensamos nos relacionamentos pessoais, mas infelizmente é extremamente comum nos relacionamentos profissionais. Portanto não caia na tentação de simplesmente querer vender… vender… e vender… Preocupe-se realmente em produzir também conteúdos que fortaleçam o seu relacionamento com seus futuros clientes. Ao provar que você pode ajudá-lo estará dando um grande passo para ganhar sua atenção e confiança.

4 – Não capturar leads
Leads são basicamente seus potenciais clientes e são geralmente representados por um e-mail, telefone, contato WhatsApp, etc. Cada lead representa uma oportunidade de negócio. Se você não coleta leads hoje irá se arrepender daqui a um ano. Leads são uma peça chave para transformar pessoas totalmente desconhecidas em clientes fiéis. Ao capturar um lead você passa a criar uma base com todas as pessoas que, por exemplo, se interessam por seus produtos ou serviços, e dessa forma pode entender melhor essa audiência e criar ofertas mais específicas. Para coletar leads de qualidade você deverá criar conteúdos de qualidade (focados em sua(s) persona(s)) e oferecê-los gratuitamente em troca de uma informação de contato. A partir dessas listas você conseguirá entender melhor essas pessoas e será capaz de gerar mais vendas investindo bem menos.
5 – Não investir em tráfego pago (anúncios online)
As vendas são o oxigênio para qualquer negócio e nesse quesito o marketing digital desempenha um papel fundamental, seja na geração de conhecimento da marca, promoção de um produto ou serviço e obviamente no aumento das vendas. As vantagens de anunciar online não deixam dúvidas sobre sua importância. Com ele você pode segmentar o público-alvo de suas campanhas facilmente, assim você escolhe exatamente para quem você quer anunciar evitando gastos desnecessários. Outra vantagem é o controle de investimentos em anúncios online, dessa forma você pode começar a anunciar com pouca verba e pausar e iniciar suas campanhas na hora que quiser. Outra grande vantagem é a mensuração de resultados praticamente em tempo real. Dessa forma é possível saber se suas campanhas estão online estão alcançando os resultados esperados ou não. Se seu negócio ainda não está criando campanhas de marketing online você possivelmente está perdendo tempo e dinheiro.

6 – Não focar em soluções e apenas em produtos
Um erro bastante comum é ver empresas investindo pesado em seus esforços de marketing apenas em seus produtos. Empresas de sucesso estão muito mais focadas nos mercados que elas atendem. Um produto não é capaz de criar um negócio duradouro. Identifique um mercado, descubra como resolver seus problemas mais latentes e finalmente crie produtos ou serviços que solucionem essas questões. Uma das formas mais práticas de fazer isso é criar conteúdos gratuitos (vídeos, e-books, tutoriais) que ajudem realmente as pessoas resolver alguns de seus problemas e naturalmente elas acabam buscando por suas soluções pagas.

7 – Não entender suas métricas
É muito comum ver empresas muito focadas na criação do conteúdo online e nos processos de venda ao mesmo tempo em que ignoram suas métricas. De que adianta vender uma camisa online se o custo por venda está acima de sua margem de lucro desejada. Isso pode criar uma situação extremamente perigosa. O custo de aquisição de clientes é uma das métricas mais importantes no mundo online. É através dele que eu sei que minhas campanhas estão dando resultado ou não. Basicamente o custo por aquisição é o valor que eu gasto para adquirir um único cliente. Geralmente esse custo envolve os investimentos em anúncios. Por exemplo, suponha que você venda um produto online por R$ 100 e gaste em média R$ 20 para conseguir realizar uma venda esse seria seu CPA (custo por aquisição). Você precisa entender qual o valor máximo que está disposto a gastar em cada venda e dessa forma ser capaz de escalar suas vendas e ganhar muito mais.
 
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Para acompanhar tudo sobre o universo do empreendedorismo acesse MOVIMENTO EMPREENDER e tenha acesso a um universo de possibilidades.

O que funciona nas redes sociais? Que tipo de postagem preciso fazer para atrair mais clientes? E o mais importante, como converter likes em vendas? Ter presença no digital é importante, mas com estratégia. Sem ela as postagens serão só postagens, e sem métrica será impossível mensurar se o que você está fazendo está tendo resultado.
Segundo o consultor e professor de marketing e mídias digitais, W Gabriel, para atrair clientes é necessário se diferenciar no mercado, senão você será visto apenas como mais um e virará refém de preço ou promoções exaustivas para conseguir vender. Segundo o especialista, que também é facilitador do curso “Transformação Digital para Micro e Pequenas Empresas”, as redes sociais são essenciais, porque elas podem mostrar uma postura da empresa muito mais encantadora.
Mas para seduzir esse cliente é necessário, antes de tudo, chamar atenção: “Postagens que saiam do lugar comum, da mesmice, cumprem esse propósito. Você pode se utilizar de um som específico na postagem, de cenários diferentes, cores com mais destaque, ou até vídeos editados de forma plástica, com transições chamativas e capturas de câmera inovadoras, deixando a estética melhor”.
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Há quem avance sobre o humor com dancinhas ou piadas, mas segundo W. Gabriel é preciso cautela ao optar por esse caminho, porque nem todos os negócios se encaixam nesse perfil e pode, inclusive, acabar gerando o efeito contrário, com a ridicularização: “Cuidado. A ideia é se diferenciar para chamar atenção, mas de forma positiva e coerente com o perfil da empresa no mercado”, alerta.
Feito, chamou a atenção do cliente. Mas só isso não basta. É preciso despertar o interesse, ou seja, dar a ele mais informações para conhecer seu produto. “Isso pode ser alcançado com um site, ou com uma sequência de vídeos que explique mais sobre o produto, ou até com stories mostrando os bastidores do produto e tirando dúvidas”, exemplifica.
Após essa explicação, é hora de despertar o desejo do consumidor, a vontade de comprar. Isso pode ser alcançado com depoimentos de clientes satisfeitos, ou exemplos de uso do produto, talvez até utilizando influenciadores. “A ideia é fazê-lo sonhar em ter esse produto, projetar-se num futuro próximo usando seu produto, levando esse cliente a acreditar que aquele produto é ideal para ele”.
Por fim, é necessário chamar para ação, ou seja, inserir nas postagem o famoso CTA (Call to action). Isso fará o cliente tomar a ação de clicar e comprar, ou pelo menos, entrar em contato. “Fazer essa chamada para ação (ex: compre agora, faça sua inscrição, clique no link agora, adquira hoje etc.) é essencial, pois não deixará o cliente à deriva na sua rede social”. Seguindo todos esses passos, você conseguirá criar uma sequência de postagens de forma eficaz não apenas para atrair cliente, mas também para vender mais.
Diante disso, é essencial que suas redes sociais sejam vistas também como ponto de venda. Para isso, é necessário que se dê importância para a “fachada da loja” (ou seja, o visual das postagens que estão sendo trabalhadas), para a “exposição dos produtos na gôndola” (ou seja, as formas inovadoras de mostrar o produto, de modo que chame atenção e gere interesse e desejo no cliente) e para o “atendimento de vendas” (ou seja, aquele contato feito por WhatsApp ou inbox para tirar alguma dúvida, por exemplo).

“E, assim, como todo PDV, também é importante que haja uma forma de aquisição rápida do produto. Isso significa que o cliente pode assistir a um vídeo que apresenta seu produto, tirar dúvidas por inbox e já querer comprar ali mesmo, tendo à disposição algum sistema de pagamento eletrônico, seja via PIX, PagSeguro ou outro meio”, pontua.
De acordo com W Gabriel, se o empreendedor trata as redes sociais como PDV, todas essas atenções são necessárias. Assim, certamente ele conseguirá ter retorno, como nos PDV tradicionais. Mas alerta: “É importante também destacar que os investimentos precisam ser parecidos, pois há pessoas que querem ter sucesso nas redes sociais, mas não querem investir sequer 1 real em design, em conteúdo ou em publicidade. E isso limita o processo de crescimento”. Abarcando todos esses requisitos, fica mais factível se chegar a um excelente resultado nas redes sociais.
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O Ceará é um grande celeiro de criatividade e boas ideias. E isso para o empreendedorismo é muito valioso. Hoje, o Estado não deixa em nada a desejar quando o assunto são bons negócios. Materiais de qualidade e ideias inovadoras são premissas das milhares de marcas, que nascem das mãos habilidosas de pequenos empreendedores.
Com as redes sociais é ainda mais fácil descobrir novos e riquíssimos trabalhos. Seja na confeitaria, vestuário, calçados, acessórios, basta um passeio por essas redes – ou pelas feiras colaborativas da cidade, para ver o tamanho do potencial que parece brotar na terra do sol. Só para se ter uma ideia de sua importância, segundo estimativa do Sebrae, esses pequenos negócios contribuem com cerca de 36% de toda a riqueza produzida no Ceará. São empresas que nascem de um sonho, vão se tornando realidade e impactando positivamente a economia local.
Vovó quem fez é uma dessas marcas. Formada em moda, Amanda Magalhães Chrisóstomos, 30, atuou em todas as frentes possíveis e imagináveis no segmento: “Quando eu entrei no curso, eu tinha muito forte dentro de mim que queria experimentar tudo o que o curso pudesse me oferecer em relação a oportunidade de emprego e de áreas. Estagiei em todos os locais que você puder imaginar: estagiei em revista, em fábrica, mídias sociais, produção, estagiei com tudo”, lembra.
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Mas o desejo pelo curso de moda não foi por acaso: a avó materna da Amanda, dona Maria Mirtes Malveira Magalhães, 80, é costureira auto-didata e com o ofício sustentou os cinco filhos. Entre agulhas e linhas, Amanda foi criando essa ambiência desde a infância: “Sempre tive contato com esse mundo da costura, com o mundo de transformar tecido em peças e isso me encantava muito. Então quando eu fui decidir a escolha do meu curso no vestibular, não tinha outra opção a não ser fazer moda por que eu não me via fazendo mais nada”.
Mas depois de muitas experiências trabalhando “para os outros”, ela percebeu que o que queria mesmo era ser sua própria chefe. “No meu último estágio eu trabalhava muito com pesquisa e comecei a ver umas lingeries super delicadas, quando procurei em Fortaleza não tinha e quando tinha eram muito caras. Minha chefe na época me ajudou e eu costurei meu primeiro top, daquele jeito”, conta entre risos.
Satisfeita com o produto, levou para quem podia desenvolver a peça com maestria: sua avó. “- Aí ela falou: menina o que é isso? E eu, – vó é uma lingerie, topa? Quero começar, me ajuda?”. E ajudou, nascia, em 2014, a marca cearense Vovó Quem Fez. “Comecei com ela, eu cortava, ela costurava. O nome Vovó Quem Fez não é por acaso, é por que no começo era ela, literalmente, quem fazia as peças, então não teria outra nome”.
Sávio Ewan, 29, formado em designer de moda, já passeou por alguns caminhos do empreendedorismo. Com o pé na moda sustentável, em 2017 ele e sua sócia na época, Angélica Amaro, fundaram a marca In Hope, uma espécie de closet compartilhado, cujo o intuito era o empréstimo de looks, visando o não consumismo desenfreado. Para ampliar as possibilidades do closet da marca, Sávio repaginava roupas e calçados. Com isso, adquiriu expertise, proximidade e afetividade pela construção dos sapatos.
A In Hope foi descontinuada, mas Sávio resolveu dar um novo significado a habilidade adquirida. O que lhe rendeu, em 2019, a ideia do seu novo negócio: “Comecei a fazer pesquisa de fornecedor e de sapateiros aqui na cidade. No final do ano de 2020 eu lancei a empresa. Como eu tava iniciando, eu não tinha um local físico, eu não tinha nada, eu tinha muita força de vontade e algumas ideias na cabeça”. Assim, surgia a Terra da Luz, uma marca especializada em calçados pra lá de estilosos.
Ana Beatriz Ribeiro é de Juazeiro. Cursou Arquitetura na UFC, mas lá no fundo algo já lhe dizia que não era por esse caminho que ela iria trilhar. Chegou o TCC, e ela decidiu escrever sobre sua ancestralidade e o lugar de onde veio. Para compor o trabalho de conclusão de curso, Beatriz precisava elaborar uma escola de artesanato em Juazeiro, a ideia era reunir designers e arquitetos que ensinassem o trabalho artesanal, perpetuando o ofício para as novas gerações.
Com as descobertas adquiridas, algo despertou na mente da futura empreendedora, que terminou o curso de arquitetura e decidiu entrar para a moda. “Sempre soube que queria fazer moda, me enganava na arquitetura, mas tal hora a gente acha o que a gente quer”. Esse processo todo foi importante para a maturação da Açude, marca novinha em folha, nascida o ano passado, que trabalha com o conceito muito forte do artesanal e sua relação com o Ceará.
A cearensidade que inspira
Tanto que o nome dado a sua primeira coleção foi Caatinga: “A inspiração sempre foi e é o Juazeiro, a marca é sobre o Juazeiro, sobre o interior em si. Na primeira coleção, eu quis fazer algo inspirado na natureza e descobri a timbaúba”. O fruto deu nome a uma de suas principais criações, o body Timbaúba. Uma das peças da marca que mais vende. Outra blusa recebeu o nome de palma, inspirada na cactácea mexicana, que foi readaptada ao clima cearense, que serve de alimento para o gado e hoje é muito comum na paisagem do Cariri. Cropped Tatu, inspirado na carapaça do animal e muitas outras referências trazem o forte sotaque cearense para a Açude.
A última coleção da Terra da Luz, Magnífica Afrodite, é inspirada nas deusas greco-romanas. Mas nos materiais, o toque de cearensidade é sempre presente. Na palha de buriti, da sandália Olímpia, na palha de carnúba, utilizada na Leda. Assim como na paleta de cores, que remetem as matizes de Icapuí: – das falésias, da vegetação. Inspirações que norteiam a cabeça do artista: “Arte, cultura, moda e designer. A gente tenta alinhavar esses quatro pontos na nossa construção, tanto de produto, quanto imagética”.
Na Vovó Quem Fez, a inspiração brota de cada cantinho da terra, através de sua gente: “O Ceará está 100% presente nas nossas criações: o que a gente convive, o que a gente vê é o que nos inspira. Somos uma empresa de mulheres, que faz lingerie pra mulheres, e o que nos inspira é a história da minha avó, que é costureira desde que se entende por gente, que teve que sustentar os cinco filhos com a costura. É a história das costureiras que trabalham com a gente e que estão todos os dias batalhando atrás de seus sonhos. É a nossa história, de pessoas que decidiram empreender e que está dando certo”.
Os primeiros dois anos da Vovó Quem Fez, foi tocado pela Amanda e sua Avó. Mas desde 2016, ela conta com o apoio de outras duas sócias, Karollyne Guedes Valente, 30 e Isadora Frutuoso Gonçalves, 32. E não ocupa mais tanto a vovó com as costuras, já que hoje conta com cerca de 6 costureiras trabalhando para a marca.
“Produzir calçados aqui no Ceará é um grande desafio. Somos um pólo calçadista, mas sendo uma empresa pequena, que trabalha de forma autoral, em slow fashion, com o olhar pra produção artesanal, é um grande desafio. É muito difícil competir com grandes empresas, que tem um leque muito maior de produtos e que recebe tudo mais mastigadinho, que tem acessos a espaços como shoppings e lojas de rua muito maior do que a minha empresa”, relata Sávio, que apesar de todos esses contratempos, enxerga nestes percalços processos necessários para chegar a um patamar de conhecimento e retorno financeiro.
Desafios:
“Por mais que tenha esses desafios, o público cearense é muito receptivo, ele recebe o meu produto muito bem, acolhe minha marca muito bem. Não só o público cearense consumidor, como também lojas colaborativas, feiras de rua, e é bacana ver isso. Então é quase como se fosse um alivio diante de todo esse desafio que a empresa tem, que é de se estabelecer no mercado, ser referencia, ser conhecido”, conclui.
“A gente tá começando agora e o grande desafio é se manter, é viver disso. É muito trabalho, é muita energia. Eu faço muita coisa, sou eu e minha mãe na marca, mas eu mesma faço muita coisa. E estou começando a entender como é esse trabalho. É a cadeia produtiva, é você entender as pessoas que conseguem trabalhar pra você, é você ter um padrão de qualidade que consiga manter do início ao fim do processo, é manter a sanidade, é tudo”, revela a jovem empreendedora da Açude.
“Empreender no Brasil não é fácil. Tudo é feito para o pequeno empreendedor quebrar, é basicamente isso. São muitos pré-requisitos, são muitos impostos, muita informação. A pessoa que não tem conhecimento, acaba se perdendo no meio do caminho e até desistindo. Nós (as sócias) somos formadas em moda e nós não tínhamos essa formação em relação a conhecimentos bem básicos, – como CNJP, o que que é, tem que tirar? – , e nós não fomos ensinadas a isso. Então quando você começa a empreender, pensando – Ah, vou fazer umas roupinhas e vou vender, você não tem a mínima ideia de tudo o que tá faltando pra você ter realmente uma empresa, você só tem uma marca e quando você vai tendo um conhecimento da vida real, – de todos os impostos, de todos os encargos, de tudo o que tem que ter pra realmente funcionar -, você meio que se assusta”, conclui Amanda.
São marcas que tem história e movimentam a economia do Estado. E em meio aos muitos desafios, vão tecendo sonhos e construindo a força que impulsiona o empreendedorismo cearense.

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